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Diesel e Elétricos: “empate” no impacto para a saúde?

Texto: Redação
Data: 16 Julho, 2019

Esta foi a conclusão a que chegou o GreenNcap depois da sua nova ronda de testes, que no índice de poluição atmosférica com substâncias nocivas para o corpo humano deu nota idêntica aos Diesel e elétricos

Por muito que os Diesel sejam demonizados, especialmente devido a situações como o Dieselgate, a verdade é que estas motorizações estão cada vez mais limpas. Uma prova disso veio agora dos testes do GreenNcap. A organização europeia foi criada para avaliar o impacto ambiental dos automóveis, da mesma forma que o EuroNcap analisa a sua segurança. E os resultados dos testes são uma completa surpresa. Afinal, pelos parâmetros utilizados, os Diesel e elétricos são iguais no impacto para a saúde.

Gases nocivos para a saúde

Este é um testemunho da eficácia dos sistemas de despoluição, como os filtros de partículas e aditivos AdBlue. Graças a isso, o Mercedes C220D consegue ter avaliação “Good/Bom” nas principais partículas nocivas para os seres humanos.

Ele obtém a mesma nota que o Nissan Leaf para as emissões de hidrocarbonetos, monóxido de carbono, óxidos de azoto e micro-partículas. Outro Diesel analisado, o Renault Mégane 1.5 dCi 150 tem um resultado praticamente idêntico, apenas com registo negativo para o NOx a velocidades superiores.

Bem pior é o resultado dos carros a gás natural. O Audi A4 Avant G-Tron apresenta maus resultados em todos os gases nocivos nos testes com o motor frio ou a velocidades de autoestrada. E, no caso do monóxido de carbono, essa má nota repete-se em todas as análises.

Também pior que o Diesel foi o resultado da anterior geração do Corsa com o motor 1.0 de 90cv a gasolina. Também nestes motores regista-se uma avaliação pior que os Diesel para o monóxido de carbono, a que se juntam más avaliações nas partículas nocivas com motor frio e a alta velocidade.

Gases com efeito de estufa

Também é efetuada uma análise específica ao dióxido de carbono, um dos maiores responsáveis pelo efeito de estufa. E se para o corpo humano os Diesel e os elétricos estão equiparados, para o planeta tal não acontece. Aqui fica óbvio que a balança pende para o lado dos modelos elétricos (por alguma motivo são também conhecidos por “emissões zero”).

Enquanto o Leaf obtém o “Bom” em todas as categorias, o Corsa 1.0 e o Renault Scénic 1.5 dCi ficam com nota de “Adequado” em todas as condições excepto em autoestrada. Já o Mercedes C220D fica próximo dos dois modelos referidos, mas é prejudicado pelas emissões com o motor ainda frio. Mais uma vez acaba por ser o Gás Natural a surgir como o mau da fita. No caso do A4 Avant G-Tron, a nota obtida acaba por ser apenas “Marginal” em todas as condições de avaliação.

Resultado final

Através da ponderação dos dois fatores anteriores, o Leaf acaba por ser o grande vencedor dos testes. Mostrando que na condução não há forma dos motores térmicos igualarem os elétricos, ele obtém o máximo de cinco estrelas. E consegue juntar aos 10 pontos no Parâmetro “Clean Air / Impacto na Qualidade do Ar” a mais 8.5 pontos em eficiência energética.

Depois surge o modelo a gasolina testado, o Corsa 1.0, que foi avaliado com quatro estrelas. Ele supera os Diesel pela melhor nota no parâmetro da eficiência. A terminar, mesmo com diferenças óbvias na análise do Green Ncap, os Diesel Mercedes C220D e Renault Mégane 1.5 dCi acabam por ficar com as mesmas três estrelas do Audi A4 Avant G-Tron.

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Fonte: GreenNcap