Da F1 para as estradas: os históricos da Renault

Texto: Nuno Fatela
Data: 22 Janeiro, 2018

Desde o lançamento do histórico Clio Williams que a Renault tem vindo a lançar, com grande sucesso, várias edições especiais dedicadas ao Grande Circo. Juntam-se ainda alguns projetos loucos e modelo que foram apresentados em locais emblemáticos como o GP do Mónaco. O novo Renault Clio RS 18 é o mais recente membro desta garagem de luxo…

A Renault é um dos nomes mais históricos da Fórmula 1, pois leva mais de quatro décadas de história na competição-rainha do desporto motorizado. E tem vindo a abrilhantar este legado com várias edições especiais que ficaram na memória dos fãs do mundo automóvel, como foi o caso do Clio Williams, do Mégane R26 ou, já este ano, do Clio RS18. Desta forte ligação fazem parte ainda projetos loucos, como a Espace F1 que está exposta no Museu Matra ou os concepts, Twizy F1,  Twin’Run e Clio RS16, que também espantaram o mundo pela irreverência demonstrada. Descubra agora onze emblemáticos modelos que celebram a imensa história da Renault na Fórmula 1.

Clio Williams - 1993
A procura que gerou foi tal que a série inicial de 3800 exemplares teve de ser reforçada com mais 1600 unidades. Mas isso não abrandou o apetite, e com os Clio Williams II e Clio Williams III superou as dez mil unidades.
Chegou a ser Safety Car na Fórmula 1. Os seus dez minutos em pista durante o GP da Argentina de 1996 são míticos…
Equipava um motor de quatro cilindros em linha e 16 válvulas, que debitava 145cv e 175Nm. Atingia uma velocidade máxima de 215km/h. No visual destacam-se desde logo as jantes douradas…
Espace F1 (1994) - Este tributo para assinalar os dez anos de vida do monovolume gaulês foi apresentado no Salão de Paris.
Usava o mesmo motor V10 do F1 da Williams, com 820cv e tinha uma carroçaria em fibra de carbono.
Conseguia ir até aos 200km/h em apenas 6,9 segundos e superava os 300km/h em circuito
Mégane RS F1 Team R26 (1996) - Este modelo foi a forma encontrada para celebrar o título de 1995 de Fernando Alonso. Debitava 230cv e 310Nm de um bloco 2.0 turbo.
Destaque para a posterior versão R.26.R, limitada a 450 exemplares, que era 123kg mais leve e bateu o recorde de Nurburgring em 2008
Megane RS 250 Monaco GP (2011) A expressão ‘Limited Edition’ no final do seu nome enfatizava que ele estava limitado a 50 exemplares, enquanto a indicação ‘250’ remete para a potência extraída do seu bloco 2.0 Turbo
À combinação entre o Pearlescent White na pintura e os acabamentos em Piano Black juntava teto panorâmico e as pinças de travão vermelhas do sistema fornecido pela Brembo, que luziam atrás das jantes de 19’’.
A bordo contava com costuras específicas Monaco GP nos seus bancos desportivos como elemento mais chamativo na decoração elaborada com contrastes entre elementos brancos e pretos
Megane RS Reb Bull Racing RB7/RB8 - Nos dois anos seguintes, em 2012 e 2013, surgiram as edições especiais para o Mégane que celebravam os títulos mundiais (obtidos com motores Renault) da equipa Red Bull e de Sebastian Vettel.
Contando com o motor 2.0 16V de 265cv e 360 Nm (o que significa um aumento de 15cv e 20Nm comparativamente à versão de origem), eles ganharam uma decoração específica.
A bandeira axadrezada no teto, a combinação entre preto e amarelo no exterior e os bancos desportivos Recaro eram os destaques do RB7, de que apenas foram produzidas 51 unidades.
Para o RB8 a Renault escolheu a mesma pintura azul dos monolugares da equipa Red Bull, combinada com vários acabamentos cinza.O RS Monitor para o sistema R-Link também surgia, num modelo apenas disponível com o chassis Cup e num total de 120 exemplares.
Clio RS Red Bull Racing RB7 (2012) - Também se vestiu a rigor para celebrar os títulos mundiais de Vettel e da Red Bull em 2011.
Tinha, igualmente, a decoração que combinava o amarelo e o preto no exterior e o padrão da bandeira a xadrez no teto e jantes de 18’’.
A opção foi para um motor 2.0L de 203cv e 215Nm, que permitia acelerar até aos 100km/h em 6,9 segundos e ira até um máximo de 225km/h. Ele ganhava 6cv comparativamente ao Clio RS a partir do qual foi desenvolvido.
Twingo RS Red Bull Racing RB8 - O mais pequeno modelo da casa gaulesa não perdeu a festa dos títulos de F1 de 2011 e veio “vestido” com um motor 1.6 de 135cv e 160Nm.
Disponível com o chassis Cup, tinha também ele a decoração a preto e amarelo e com logos específicos nas portas dianteiras.
Tal como nas edições acima referidas e que foram também lançadas em 2012, contava com pedais em alumínio e placas específicas.
Twizy Renault Sport F1 (2013)
Sem dúvida um dos mais loucos projetos de sempre, dando ao pequeno elétrico um poder extremo. Volante, rodas e KERS são algumas das adições recebidas diretamente do Grande Circo
Apesar de manter os dois motores elétricos originais, com 17cv, ele subia a potência para os 100cv quando se utilizava o KERS. E isto permitia ir até aos 100km/h em apenas 6,2 segundos…
Twin’Run 2013 - Integra a lista pois o local da sua revelação ao público foi o GP do Mónaco de 2013.
Este protótipo surgiu como homenagem aos históricos R5 Turbo e Clio V6, mas como o nome indica, mostrou as formas implementadas no atual Twingo.
Falando do que realmente interessa, este concentrado de potência tinha um V6 de 320cv, que pediu “emprestado” ao Mégane Trophy da época.
Clio RS16 Concept (2016) - Este modelo também surge na lista pelo mesmo motivo, já que o GP do Mónaco foi o palco da revelação.
Apesar de ter causado grande expetativa, a marca nunca avançou para a produção deste projeto nascido para celebrar os 40 anos de presença da Renault na F1.
É pena que o projeto não tenha seguido para a frente, pois ele significaria um Clio com o motor do Mégane RS, debitando 275cv e 360Nm…
Clio RS18 - É o mais recente modelo nascido em tributo à presença do fabricante gaulês na Fórmula 1.
É desenvolvido a partir do RS 220 EDC Trophy, recorrendo a um motor 1.6L com 220CV e 280Nm e também ao chassis Trophy.
Mais uma vez a marca opta pela decoração que combina o amarelo e o preto (tal como nos seus monolugares mais recentes). Tem ainda um padrão específico para o tejadilho, e no interior é a fibra de carbono que reforça a sua ligação às pistas.

Partilhar