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Como colocar as diferentes correntes de neve

Texto: Miguel Policarpo
Data: 6 de Fevereiro, 2018

Com o inverno em curso e a ameaça do regresso de más condições meteorológicas associadas à passagem de uma frente fria pelo nosso país, saiba como se precaver caso a neve teime em ser um obstáculo. As correntes de neve podem ser fundamentais para evitar dissabores e situações perigosas.

Quando a queda de neve é intensa ou o automóvel não está equipado com pneus de inverno, apropriados para a circulação em condições climatéricas adversas, como estradas geladas ou em que a aderência é reduzida, as correntes de neve tornam-se úteis e podem evitar acidentes. Mas serão todas iguais? Quais as mais adequadas para o seu automóvel? Existem correntes em têxtil de neve em alternativa às de metal, e as correntes podem ser de tensão manual ou automática. Há também as correntes em têxtil (diferentes das anteriormente referidas) e as correntes “Spiders”. Saiba como montar as correntes de neve, aproveitando este “extra” para a sua segurança.

Imobilize o veículo num local seguro
Certifique-se de que as correntes estão esticadas
Depois passe o cabo flexível por trás do pneu, ligando as extremidades de modo a formar um anel
Envolva a roda
e certifique-se de que o cabo flexível se mantém por detrás do pneu. O aro criado pelo cabo deverá estar bem centrado na roda
Aperte o conjunto
Quanto mais apertadas, mais aderência as correntes proporcionarão
Ajuste a tensão
Caso tenha tensor de autobloqueamento basta bloqueá-lo. Caso não tenha, verifique regularmente a tensão das correntes durante a viagem
Antes de prosseguir a marcha...
confira uma vez mais se as correntes estão devidamente montadas e tente não exceder a velocidade de 50 km/h.

A escolha das correntes de neve corretas para o seu carro deve ter em consideração as medidas dos pneus – inseridas nas laterais dos mesmos – a frequência de utilização e as circunstâncias em que são utilizadas. Ressalva-se que será útil praticar a montagem das correntes de neve por exemplo numa garagem, para que em situações de emergência esteja preparado.

As correntes em metal, as mais comuns, primam por aumentar substancialmente a aderência do veículo à estrada e pela resistência. São montadas nas rodas do eixo motriz (nas quatro, caso a viatura seja de tração às quatro rodas) e não deverá exceder a velocidade de 50 km/h. Nas clássicas, tensão manual, precisará de as apertar e certificar-se de que ficam justas ao pneu. As de tensão automática ajustam-se automaticamente logo que o automóvel inicie a marcha. Estas últimas são mais caras mas mais fáceis de montar. Ressalva-se que estas correntes poderão não ser adequadas para viaturas cujo espaço entre o pneu e a roda é limitado.

No caso da corrente têxtil para neve o uso deverá salvaguardar-se para situações pontuais ou de emergência. Não perturbam o funcionamento de sistemas eletrónicos de segurança, como o ABS e o ESP e a montagem é mais simples e rápida, podendo ser retiradas como capas sobre os pneus. Estas correntes, com uma textura permeável, produzem um efeito de “fricção a seco”, em que a água na superfície do gelo é absorvida e expelida, permitindo o contato direto do tecido com o gelo. Combinando com carga eletroestática do têxtil, a fricção assegura a estabilidade direcional e a tração. Este tipo de correntes deverá ser utilizada apenas em situações de queda de neve intensa ou de emergência e deverão ser retiradas em estradas secas para evitar danos. Depois de cada utilização, deverá lavar este equipamento, retirando o sal que danifica o tecido.

Como alternativa às correntes anteriores, existem as correntes em têxtil e a correntes Spiders. As primeiras distinguem-se por se tratarem de “um híbrido” entre os dois primeiros tipos de correntes mencionados. São compostas por ligações em poliéster ultrarresistentes e por anéis em aço e são fáceis de utilizar. A velocidade máxima reduz-se, neste caso, para os 40 km/h. A outra opção são as redes Spiders. A montagem é simples, não danificam as jantes e a durabilidade é maior. Com a forma de aranha, são mais aderentes e adequadas de igual forma para a neve e para o gelo. Por serem constituídas por rolamentos de articulação, adaptam-se a diferentes tamanhos de pneus. Poderão ser mais caras mas primam pela facilidade de colocação e moldagem.

Se optar pelas correntes metálicas, antes de as montar estique-as e certifique-se de que não se encontram emaranhadas. Deverá esticar o cabo de aço por trás do pneu, encaixando-o, e de seguida estique a corrente sobre a superfície do pneu. Movimente a viatura para fixar a restante corrente.

Para montar as correntes recorrentes a tecido, deverá desenrolá-las primeiro, assegurando-os de que as coloca pelo lado correto. O têxtil deverá ajustar-se, de forma firma e esticada. Após a colocação da parte superior, garanta que a roda gira sobre o revestimento e aplique a corrente no resto do pneu.


Fontes: Deco Proteste, Pneus On-line, Repincol.