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Dizem consumidores. Elétricos são menos fiáveis que veículos a combustão

Texto: Francisco Cruz
Data: 30 de Novembro, 2023

Organização de defesa do consumidor sem fins lucrativos, a americana Consumer Reports acaba de divulgar um estudo de mercado, em que conclui que os veículos elétricos são menos fiáveis que os carros a combustão. E explica porquê…

Centrado na satisfação do proprietário norte-americano, o estudo da Consumer Reports levou em consideração a opinião dos donos de mais de 330 000 veículos, cujo Model Year varia entre 2000 e 2024. E que permitiram chegar à conclusão de que, apesar de apresentarem menos peças móveis e transmissões mais simples, os veículos elétricos são, em média, 79 por cento menos fiáveis do que os automóveis a combustão.

De resto, até mesmo os híbridos plug-in, acabaram não ficando muito bem na fotografia, ao registarem, inclusivamente, reacções ainda mais negativas do que os primeiros, no que à fiabilidade diz respeito. Com as impressões negativas a atingirem uns impressionantes 146%, quando comparados com os veículos exclusivamente a combustão.

Já os híbridos simples, conseguiram, de certa forma, “salvar a honra do convento”, ao somarem menos 26% de problemas, quando comparados com os automóveis que utilizam apenas combustão.

Segundo a Consumer Reports, o facto das tecnologias utilizadas nos veículos elétricos serem, muitas delas, ainda novas, tem levado a que os primeiros consumidores a aderirem a esta solução sejam confrontados com questões de fiabilidade, mas que tenderão a melhorar com o desenvolvimento.

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“Quanto mais tempo um modelo ou tecnologia estiver em produção, mais bugs e problemas técnicos serão resolvidos”, afirma, em declarações à Automotive News, o responsável sénior pelos testes automóveis na Consumer Reports, Jake Fisher. Não deixando de salientar, no entanto, que “os fabricantes que produzem veículos elétricos têm vindo a melhorar a fiabilidade”.

Fisher citou o exemplo da norte-americana Tesla, marca na qual a preferência do consumidor deverá ir, nesta altura, mais para um Model 3, por exemplo, do que para a Cybertruck.

Isto porque, enquanto o primeiro já está em produção há vários anos, o que permitiu corrigir muitas das falhas de apresentava ao início, a segunda é um veículo totalmente novo e o mais certo é que venha a ter muitas das chamadas “dores de crescimento”.