Conduzimos o novo Range Rover Evoque

Texto: Ricardo Machado
Data: 13 Março, 2019

 

Depois de, ao longo das últimas semanas, termos ficado a saber tudo sobre o novo Range Rover Evoque, faltava o mais importante: conduzir o SUV compacto que revolucionou o segmento premium. Foi o que viemos fazer à Grécia.

Como habitualmente, a equipa da Range Rover descobriu estradas e carreiros que, provavelmente, nem os gregos se lembram que existem. Caminhos mais do que adaptados às capacidades do Evoque, mas por onde a maioria dos proprietários não se aventurarão a entrar.

Com o mesmo comprimento e as rodas 2 cm mais próximas dos extremos da carroçaria, os ângulos TT continuam de referência. Depois de uma boa dose de bom senso para evitar avançar para obstáculos maiores do que o ângulo de ataque, basta tratar o acelerador com respeito e deixar a eletrónica tratar de tudo.

O Terrain Response, agora controlado a partir do mais baixo dos ecrãs da consola central, adapta-se a todo tipo de condições de tração. A ajuda ao arranque em subida tornou-se permanente. Depois de parar a meio da subida, o Evoque só volta a andar por ordem do acelerador, mesmo que esta só aconteça duas horas de pois.

Parar a meio de uma descida também não é problema. Depois de soltar o travão o Evoque desliza com suavidade, sem ultrapassar a velocidade definida pelo controlo de descida. Ao mesmo tempo, a direção absorve os golpes do terreno sem se tornar demasiado artificial.

Às versões atualizadas de sistemas conhecidos, juntam-se duas novidades apresentadas em ecrãs. A primeira, que utilizámos para percorrer uma ponte de caminho de ferro sobre o Estreito de Corinto, utiliza a imagem combinada das câmaras dianteiras, à qual sobrepõe uma representação virtual das rodas. A imagem, apresentada no ecrã central superior, ajuda a posicionar o Evoque sobre trilhos estreitos.

A segunda novidade exibe a imagem da câmara traseira no retrovisor interior. Ativa-se movendo a patilha que normalmente se utiliza para evitar o encandeamento e, nas palavras da Range Rover, serve para manter a visibilidade traseira quando a bagageira vai cheia até ao teto ou o banco posterior transporta cinco adultos.

Em estrada, a condução depende do amortecimento. Se for adaptativo, os movimentos da carroçaria são controlados, com o Evoque a assumir um comportamento agradavelmente neutro. Se os amortecedores não forem adaptativos, o Evoque enrola na entrada para as curvas, levando a frente atrás por arrasto.

Independentemente de queimarem gasóleo ou gasolina, os motores Ingenium de dois litros, os únicos disponíveis até à chegada do híbrido plug-in em 2020, são silenciosos. Mesmo com as jantes de 21’’ opcionais, a oferta começa nas 17’’, o Evoque devora autoestrada com pouco mais do que um sussurro aerodinâmico proveniente dos retrovisores.

O novo Range Rover Evoque já chegou a Portugal, com três motorizações diesel (D) e outras tantas a gasolina (P). Na base da gama encontramos o único Evoque com tração dianteira e caixa manual. Com os números a representarem a potência, o D150 tem preços a partir dos 57 345 €.

As restantes motorizações estão disponíveis apenas com tração integral e caixa automática de nove velocidades. O sistema elétrico de 48 V garante aos Evoque automáticos o selo de Mild-hybrid. A gama diesel fica completa com o D180 (60 410 €) e D240 (64 904 €). A gasolina, o Evoque P200 custa 55 865 €. O P250 (60 239 €) e o P300 (64 806 €) completam a gama.

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