Conduzimos o 500X com os novos motores – Primeiro Contacto Fiat 500X

Texto: Nuno Fatela
Data: 8 Setembro, 2018

A Turbo esteve na apresentação internacional do novo Fiat 500X, cuja evolução foi feita em redor de quatro grandes pilares: imagem, conetividade, segurança e motores. E foram precisamente os blocos a gasolina ‘Firefly’, que o modelo estreia na marca italiana, que nos deixaram mais surpreendidos pela positiva nesta primeira abordagem ao novo 500X. Descubra também as informações para solo nacional neste artigo e na próxima edição da Revista Turbo.

Com o responsável-máximo pela região EMEA (Europa, Médio Oriente e África) ao comando das operações, a Fiat escolheu a sua cidade-natal, Turim, para dar a conhecer o novo 500X. Com chegada a Portugal marcada já para o próximo mês, não podemos deixar desde logo de destacar o estupendo cenário escolhido para esta revelação, o Mole Antonelliana, um monumento que se pode ver bem de longe devido aos seus 167 metros de altura e que alberga o Museu do Cinema.

Desenho

A escolha do Mole foi uma forma bem especial de demonstrar como a marca italiana tem altas esperanças para o novo Fiat 500X. E que são fundadas, já que ele incorpora a sempre atraente imagem da família 500, com aquele ar bem simpático conferido pelas óticas arredondadas e a frente com o símbolo da marca, que tem vindo a seduzir desde 1957, e combina esse icónico estilo com as traves-mestras do segmento que mais cresce no mercado, o dos SUV e Crossovers. E, para haver um 500X para todos os gostos, ele pode ser encontrado em três variantes distintas, numa oferta que vai desde o mais citadino “Urban” até aos modelos de visual mais off-road “City Cross” e “Cross”.

E a isto junta também um interior muito bem conseguido e com um desenho agradável. Destacaram-se os bancos bastante confortáveis em pele, bom espaço para os ocupantes dos lugares traseiros, os vários espaços de arrumação em que salta à vista o lado prático do pequeno compartimento na zona da faixa colorida do tablier e ainda uma bagageira que, ao rebater os 350l para o máximo de 1000l permite ter uma área totalmente plana para transporte dos objetos.

Tecnologias

Outro ponto-chave do novo Fiat 500X está na forma como ele se tornou num automóvel bastante tecnológico. No infotainment, recorre a um ecrã de 7” onde a navegação 3D Tom-Tom permite descobrir sem qualquer problema os destinos pretendidos. E além das imensas funcionalidades do Uconnect da Fiat e com o AndroidAuto, passa a poder contar também com o AppleCarPlay, tornando-se numa ‘porta de entrada’ para todas as funcionalidades a que estamos habituados com os smartphones. E, como foi possível verificar no test-drive, até com a possibilidade de executar os comandos vocais ao tocar num pequeno botão do lado esquerdo do volante multifunções.

Queremos aqui recordar ainda a explicação que nos foi oferecida sobre a aplicação Uconnect LIVE, que oferece várias potencialidades. Além das mais habituais, como os alertas para revisões, localização da viatura, apoio ao ecall e informações do carro (consumos, pressão dos pneus, etc) existem dois atributos que nos atraíram atenções. O primeiro é o sistema de alertas programável para evitar esquecer coisas dentro do carro, que pode fazer vibrar o telemóvel para o recordar de que transportava algum item que necessite. A que se junta o sistema que o informa se forem excedidos limites de velocidade que definiu ao emprestar o carro. Excelente para car-sharing ou para quem deixe os filho levar o carro ‘para a noite’ e não quer que eles se excedam na tentativa de impressionar amigos ou amigas…

 

Mas a evolução tecnológica do crossover 500 não se limitou a tornar a vida mais confortável e fácil, permitiu-lhe também dar um salto no campo da segurança. Para tal a marca integrou vários novos sistemas de segurança. Como a lista é extensa, enfatizamos aqueles que serão mais utilizados, como o recurso aos LEDS adaptativos, o reconhecimento de sinais com alerta dos limites de velocidade, aviso de transposição de faixa, o cruise control ou a câmara para as manobras à retaguarda. Mas não podemos descurar também outro sistema que, sendo bem interessante, ninguém deseja utilizar. Obviamente, falamos da travagem de emergência.

O mais importante: os novos motores Firefly

Ao entrevistar Luca Napolitano, no dia em que ele nos fez a apresentação do carro (no cenário do Museu do Cinema e com uma excelente apresentação inspirada no ‘Regresso ao Futuro’, tema do vídeo de promoção do carro que pode ver de seguida), o responsável pela Fiat na nossa região não teve dificuldades em apontar qual era, na sua opinião, o ponto fulcral da renovação deste modelo. Convidado a apontar a sua preferência entre as inovações no design, tecnologias de segurança, conetividade e motorizações (os quatro pilares da evolução), disse claramente tratar-se da nova família de motores a gasolina turboalimentados Firefly. Uma nova evolução que, como nos explicou o responsável de desenvolvimento dos blocos 1.0 e 1.3, respetivamente com três e quatro cilindros, teve alguns segredos que explicamos com mais detalhe na próxima Turbo, como a combinação entre a injeção direta e a nova tecnologia Multiair de terceira geração.

No dia seguinte ficámos com a mesma opinião de Napolitano, ao testar o novo Fiat 500X com o Firefly 1.0 de 120cv (5750RPM) e 190Nm (1750RPM), que surge com uma caixa manual de seis velocidades, e com o Firefly 1.3 de 150cv (5250RPM) e 270Nm (1850RPM), que recorre a uma automática de seis relações que pode ser controlada pelas patilhas no volante. A disponibilidade de ambos é surpreendente desde os regimes mais baixos, oferecendo muita ‘pujança’ ao novo Fiat 500X e também facilitando as recuperações, no caso da caixa manual, mesmo quando as iniciámos nas 1000RPM.

O que significou que, ao abordar as bem sinuosas colinas em redor de Turim, a diversão estava garantida. Com a suspensão a filtrar com assinalável eficácia as irregularidades do piso, uma boa agilidade e conseguindo manter com facilidade as trajetórias mesmo em aceleração nas curvas a subir e descer, o Fiat 500X ia-nos deixando cada vez mais seduzidos pelos novos Firefly. Obviamente, esta abordagem com mais entusiasmo não nos permitiu avaliar com rigor quanto vale, no parâmetro da eficiência, a nova família Firefly, mas a Fiat afirma que eles vão garantir uma redução dos consumos que alcança os 20%. Nos valores anunciados, temos já com as novas normas Euro 6d-Temp, 5,8l/100km para o tricilíndrico de 120cv e 6,1l/100km para o bloco de quatro cilindros com 150cv.

A gama contempla ainda os motores Diesel 1.3 Multijet II de 95cv (4,2l/100km com manual de seis), 1.6Multijet II de 120cv (4,7l/100km tanto na manual como na automática ) e 2.0 Multijet II de 150cv, único com tração integral para a versão Cross e com caixa de nove velocidades, que já estavam anteriormente contemplados. Mas, se tivéssemos de optar por uma das motorizações, neste primeiro contacto com o novo Fiat 500X a preferência recai sobre o novo Firefly 1.0 de 120cv.

Os motivos desta escolha são fáceis de explicar. O primeiro é que a ausência de ruídos e vibrações a bordo fazem qualquer um duvidar que está na presença de um motor de três cilindros. Depois, porque a forma vigorosa como responde ao premir o acelerador vai fazer as delícias dos que pretendem uma condução mais animada (neste ponto, também podemos dizer o mesmo do 1.3 Firefly, mas o recurso à caixa automática acaba por retirar aquele ‘feeling’ único de estar a passar mudanças).

E, finalmente, gostámos desta versão pelo preço a que estará colocado no mercado nacional. Os 22.500€ a partir dos quais estará acessível em Portugal desde outubro colocam-no num patamar extremamente competitivo em comparação a potenciais rivais no mesmo patamar de preços. Nesta faixa entre os 20.000€ e os 24000€ encontramos também os modelos Citroën C3 Aircross 1.2 Puretech de 130cv, Hyundai Kauai 1.0 TGDI de 120cv, Nissan Juke 1.2 DIG-T de 115cv, Opel Crossland X de 110cv e 130cv, Peugeot 2008 Puretech de 110cv ou Volkswagen T-Roc 1.0 TSI de 115cv.

E porque está o novo Fiat 500X mais competitivo? Antes de mais temos de referir que este é o modelo que mais novos clientes conquista para a Fiat. O que se explica pela combinação entre a maior adaptação para uma vida familiar e o visual, dentro dos crossovers e pequenos SUV, de quem procura um automóvel que combine modernidade com um toque emocional.

Assim (sendo verdade que também os seus adversários se destacam em distintos parâmetros), está mais competitivo porque o modelo transalpino conseguiu ganhar uma nova arma bem poderosa com a introdução deste agradável e entusiasmante motor de 120cv. E esse novo atributo junta-se ao que já era o principal trunfo do Fiat 500X: a inconfundível imagem da gama 500 que não deixa ninguém indiferente e que desde 1957 tem vindo a apaixonar os automobilistas…

 

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