Em paralelo com o Ciclo Miller, o motor da Chery recorre também a uma alta taxa de compressão (1,01), que é outro elemento essencial da sua eficiência. Neste caso, o valor 1,01 não indica um rácio absoluto de compressão, mas sim um fator de aumento em relação à compressão física de um motor convencional, representando uma elevação de 1% da taxa de compressão. O objetivo é compensar a redução de compressão efetiva provocada pelo ciclo Miller.
Assim, o motor apresenta uma compressão física ligeiramente superior, permitindo melhor aproveitamento da mistura ar-combustível e maior eficiência térmica, sem penalizar o desempenho. O maior curso durante expansão (53%) ajuda o motor a consumir menos combustível e reduzir as perdas enquanto a maior taxa de compressão assegura que o motor mantém força, binário e resposta rápida. A conjugação destas duas soluções permite alcançar uma eficiência recorde, equilibrando desempenho, consumo e fiabilidade.