CEO da PSA alerta: carros elétricos são mais caros que os a combustão

Texto: João Monteiro de Matos
Data: 8 Outubro, 2019

O presidente do Grupo PSA, Carlos Tavares, alertou para os potenciais efeitos neagtivos para a indústria automóvel da Europa decorrentes da eletrificação forçada dos carros do Velho Continente.

Na cerimónia de lançamento da produção da nova geração do Opel Corsa, na fábrica espanhola de Figueruelas (Saragoça), que aconteceu esta segunda-feira, sete de outubro, o português fez discurso cauteloso e crítico face à imposição de metas anti-emissões demasiado duras e curtas traçadas pela União Europeia (UE).

“A mobilidade elétrica é igual à comida bio. É mais cara. E não estão a dizer isso às pessoas”, afirmou Carlos Tavares ao jornal Cinco Dias, acrescentando também que “o maior risco para o setor automóvel é interno e provém da União Europeia devido à transição energética imposta para a redução de emissões”.

Contudo, as maiores críticas foram a França, a Espanha e a Itália, sobretudo, pela decisão destes países em reduzir as emissões poluentes sem ter em conta o impacto económico e social das mesmas.

“Tomaram decisões extremas quando são dos maiores produtores de veículos na Europa. Os fabricantes automóveis podem rumar à produção com emissões zero, contamos com a tecnologia adequada, mas o crítico é a velocidade a que vamos fazer essa transição”, afincou o português, dizendo posteriormente que “a mobilidade elétrica é mais cara do que a mobilidade tradicional e têm de compreender que apenas se podem comercializar com subsídios para os veículos e subindo os impostos”.