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Ao volante. BYD Seal PHEV com 125 km de autonomia elétrica

Texto: Júlio Santos
Data: 26 de Maio, 2024

Guiámos o Seal U DM-i, o primeiro híbrido plug-in da BYD a chegar à Europa. O lançamento em Portugal acontecerá no final do verão, não sendo ainda conhecido o preço que não deverá andar longe os valores na Alemanha (a partir de 38 900€)

Depois da versão 100% elétrica que começa a ser vendida em junho, a BYD inicia no final do verão a comercialização em Portugal do Seal U DM-i, o primeiro híbrido plug-in da marca chinesa à venda na Europa

O BYD Seal U DM-i é o primeiro híbrido plug-in da marca chinesa à venda na Europa
O BYD Seal U DM-i é o primeiro híbrido plug-in da marca chinesa à venda na Europa

O sistema da BYD funciona de forma diferente de todos os existentes: a locomoção é primordialmente elétrica, com o motor a combustão a servir para produzir energia que vai “alimentar” o motor (ou motores) elétrico(s). Apenas em caso de necessidade de potência adicional o motor a combustão é chamado a dar uma ajuda. 

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A originalidade do sistema da BYD reside no facto de o motor de combustão estar permanentemente a produzir energia elétrica, o que pode explicar os consumos mais elevados do que é habitual nos PHEV: cerca de 6,0 l/100 km quando a energia na bateria chega ao fim.

Com duas versões

No início, estarão disponíveis duas versões, ambas utilizando uma bateria de 18,3 kWh. 

No topo da gama, a versão Design tem um motor em cada eixo (tração integral), com 205 cv na frente e 163 cv na traseira, o que resulta numa potência combinada de 323 cv e 500 Nm de binário máximo. O consumo (WLTP) anunciado é de 23,5 kWh e a autonomia elétrica chega aos 70 km. 

Em alternativa está disponível a versão Boost, apenas com um motor elétrico na frente, com 197 cv (218 cv de potência combinada), enquanto a autonomia elétrica é de 80 km. 

Ambos utilizam um motor a combustão de 1,5 litros que, no entanto, tem diferenças. 

No caso da versão Design (131 cv.) trata-se de uma unidade sobrealimentada através de um turbo de geometria variável, porque a prioridade desta versão é a performance. Para controlar melhor os consumos, funciona de acordo com o ciclo Miller. 

Já no caso da versão Boost, sem sobrealimentação, a principal característica reside na taxa de compressão invulgarmente alta (15,5:1) e no facto de trabalhar segundo o ciclo Atkinson, uma combinação que denota a prioridade à eficiência energética. 

Ainda este ano vai chegar uma versão designada de Comfort que usa este mesmo motor a combustão, um único motor elétrico (218 cv de potência combinada) mas uma bateria de 26,6 kWh, que justifica o anúncio de uma autonomia que pode chegar aos 125 km.

Autonomia perto da real

Conduzimos o BYD Seal U DM-i na versão mais potente (Design) nos arredores de Roma, com condições de tráfego variável, e verificámos que a autonomia elétrica anunciada (70 km) é muito próxima da real, já que percorremos 68 km em modo 100% elétrico. 

Nessa altura, quase sem darmos por isso, entrou em funcionamento o motor de combustão com o único intuito de produzir energia elétrica para a bateria, o que teve como consequência que ao cabo de 130 km o consumo médio de gasolina tenha chegado aos 5,6 l/100 km. 

Mais tarde e de novo com a bateria descarregada mas num trajeto sobretudo em autoestrada (desfavorável a este tipo de propulsão), o consumo subiu para 5,9 l/100 km.

De referir que ao contrário do que acontece com a maioria dos sistemas não é possível circularmos recorrendo exclusivamente ao motor de combustão, mas podemos reservar entre 25% e 70% da energia elétrica para a utilizarmos em cidade (por exemplo). 

Vale a pena notar que a média por nós verificada (5,6 l/100 km) é significativamente superior ao valor oficial (1,2 l/100 km).

Bem-estar a bordo convincente

Se a primeira impressão causada pelo sistema híbrido não impressiona, já a sensação de bem-estar a bordo é bem mais convincente. 

Com 4,8 metros de comprimento, o BYD Seal DM-i utiliza a mesma plataforma da versão 100% elétrica (2,8 metros de distância entre eixos) o que explica a plena disponibilidade para alojar uma bateria com capacidade acima da média, sem prejudicar o espaço para bagagem e para ocupantes, já que a mesma está, como sabemos, alojada no piso. 

Ainda a respeito da bateria, de destacar a atenção dispensada ao sistema de gestão térmica, fundamental para aumentar a longevidade, para os consumos e para a velocidade de carregamento (18 kW em DC).

A principal vantagem desta estrutura, além da solidez, é, porém, o fundo totalmente plano, o que explica o espaço amplo num interior marcado pelos materiais de qualidade, com destaque para a pele vegan que reveste os bancos, de regulação elétrica, aquecidos e ventilados, no caso dos dianteiros.

O ambiente no interior é, no entanto, marcado pelo amplo tejadilho panorâmico de abertura elétrica e com cortina, e pela elevada dotação tecnológica, com destaque para o tablet de 15,6 polegadas (rotativo) a partir do qual operamos as inúmeras funcionalidades de segurança, apoio à condução e entretenimento.

A chegar

Até ao outono está prevista a chegada a Portugal das versões Design e Boost, devendo o lançamento da versão Comfort, com maior autonomia elétrica, ocorrer antes do final do ano. 

O novo BYD Seal U DM-i deverá chegar a Portugal até ao outono
O novo BYD Seal U DM-i deverá chegar a Portugal até ao outono

Os preços não estão ainda definidos, mas é possível tomar como referência um valor de 40 mil euros, já que o preço de comercialização na Alemanha começa nos 38 900€.