Beira Baixa está em alta

Texto: Júlio Santos
Data: 29 Janeiro, 2017

A paisagem única do Tejo Internacional, as praias fluviais de águas cristalinas, a diversidade da fauna e flora do Geopark Naturtejo, o património histórico de aldeias como Idanha-a-Velha, Penha Garcia ou Monsanto, a tranquilidade das termas de Monfortinho, a perdição de uma gastronomia sem igual… A Beira Baixa está mesmo em alta.

 

Com o patrocínio:

 

Aponta com orgulho o “63” da matrícula do seu novo Dacia Duster para anunciar a idade que já não é para deslumbramentos.

Ainda assim, Maria Rodrigues (o nome é fictício) não consegue disfarçar a ansiedade que sente antes de arrancar para os primeiros quilómetros fora de estrada ao volante do carro que comprou há apenas alguns meses. Os companheiros de aventura deixam-se contagiar pelo entusiasmo, mesmo que as capacidades TT do Dacia Duster há muito tenham deixado de ser uma incógnita – bem pelo contrário.

O encanto dos passeios fora de estrada em grupo também é este: enquanto uns asseguram que no ano passado é que “a coisa” esteve mesmo difícil e aí é que o Duster brilhou, outros só a custo aceitam o desafio do Luis Celínio (responsável pelo Clube Escape Livre que promove há já cinco anos esta “Aventura Dacia”) para subirem aquela rampa tão ingreme que mais parece uma parede de escalada. O certo é que, chegados ao topo, a admiração rapidamente cede lugar à vontade de repetir e, principalmente, ao orgulho – no carro e no feito pessoal, amplamente registado pelas camaras fotográficas, telemóveis, tablets, Go Pro (s) … Garantem os repetentes (e nem são poucos) que o espírito destes passeios “Aventura Dacia” é único: cultiva-se a amizade, criam-se laços, descobrem-se as inimagináveis capacidades de um carro que primeiro surpreende e depois é o protagonista de histórias que, mesmo que não passem disso mesmo, não deixam de entusiasmar. É em parte devido a tudo isto que o número de participantes não para de aumentar; este ano foram 37 carros e quase oitenta pessoas: parzinhos de namorados, famílias “maduras” com filhos e até netos. Aventureiros ou, simplesmente, ávidos por desafiar as capacidades do Dacia Duster para lá do sentimento de total confiança a que ele já os acostumou na utilização quotidiana.

E depois, claro, o privilégio de descobrir e vivenciar locais cheios de história e de histórias, de encantos, arrebatadores.

Enchem-se cartões de memória; e o peito de ar. A mente tonifica-se. O som do rio Erges a correr em fundo, Espanha logo ali, uma cegonha no topo do torreão da Igreja da Misericórdia cuja escadaria serve de mesa para um jogo de cartas que absorve quatro homens de idade avançada que só por instantes se desviam do objetivo para verem a caravana. O ritmo é o de cada um: há quem comece por se intimidar com o terreno degradado mas logo percebe que o Dacia dá bem conta do recado. Há quem já conheça as capacidades do carro e queira testar-se a si próprio. Há os que acreditam que vão mesmo conseguir ver um Grifo (mas até se contentam com um Melro Azul) e os que, atabalhoadamente, procuram a máquina fotográfica para “fixar” o par de corsas que inesperadamente se atravessa no estradão. Há os que reclamam do pó. Os que lamentam não ter tempo para visitar detalhadamente cada uma das aldeias e… os que anseiam pelo almoço que – já se sabe – vai fazer jus à fama da região. Há os que já suspiram pela piscina do Hotel Fonte Santa, ao final da tarde mas nem assim conseguem tirar os olhos (e o pensamento) do naco de javali ou das migas de peixe e os que jogam à moeda para decidir quem guia após a refeição – e são mais os que desejam perder pois a colheita deste ano é realmente excelente…

É admirável como uma tal diversidade de prioridades consegue coexistir em torno de um objetivo comum: viver ao máximo o Dacia Duster, gabar-lhe as virtudes, tanto quanto o deslumbre das paisagens.

E o cenário convida a essa entrega. A 5ª edição da “Aventura Dacia” elegeu este ano a região de Idanha-a-Nova, o segundo maior concelho do país, um dos mais despovoados mas, seguramente, também, um dos mais belos.

Falar de um cartão-de-visita é francamente redutor, tal a diversidade de razões capazes de justificar um fim-de-semana ou, mesmo, umas férias: a paisagem, cuja desconcertante alternância da planície e dos maciços rochosos, a par da imprevisibilidade das tonalidades, gera imagens que parecem saídas de uma pintura de Cargaleiro (nascido não muito longe daqui, em Vila Velha de Rodão e cujo Museu, em Castelo Branco é de visita obrigatória), o retemperador relaxe das termas de Monfortinho, cujas propriedades terapêuticas das suas águas (pele e doenças do foro digestivo) já eram conhecidas dos romanos, a fauna e flora do Geopark Naturtejo, as águas cristalinas das inúmeras praias fluviais, a riqueza cultural expressa nos monumentos e, nesta altura, nas festas e romarias, enfim, uma infinidade de boas razões para visitar a beira baixa, quaisquer que sejam as suas preferências e a altura do ano.

No entanto, mesmo correndo o risco de incorrermos nalguma injustiça, não podemos deixar de destacar a possibilidade de visitarmos alguns locais únicos, como Penha Garcia, com as suas casas a cravejar o maciço granítico e o parque icnológico com vestígios de fosseis com mais de 250 milhões de anos, Idanha-a-Velha onde hoje vivem pouco mais de 80 pessoas mas que no passado foi um dos pontos estratégicos para os diferentes povos que habitaram a Península Ibérica, e, claro Monsanto, aldeia de características únicas empoleirada do topo da elevação, cujas ruelas respiram história.

E tantas são, afinal, as históricas que conseguimos imaginar em cada um dos recantos visitados por esta quinta edição da Aventura Dacia que não admira que, no final, todos os participantes ansiassem já pela edição do próximo ano.

DESCOBERTA

À distância, o casario encaixado no maciço granítico exibe uma aparência quase irreal.

Penha Garcia é um desses lugares que parou no tempo mas que tem tanto para oferecer que a descoberta a pé é uma experiência para não esquecer.

DIVERSIDADE

A região da Beira Baixa é um verdadeiro paraíso para os amantes da condução fora de estrada mas também para aqueles para quem turísmo é sinónimo de descoberta do património.

Aldeias como Idanha-a-Velha ou Monsanto transportam-nos para realidades que nem sequer imaginávamos.

 

DESCOBRIR PELA CERTA

Esta descoberta da região de Monfortinho e Idanha-a-Nova compreendia diversos percursos fora de estrada mas a verdade é que alguns dos locais mais emblemáticos podem ser visitados por percursos “normais”. Auxiliar preciso foi, neste caso, o TomTom Go 510 cuja cartografia se revelou de uma precisão absoluta, convidandonos a seguir os percursos mais convenientes mas dando-nos total liberdade para escolhermos as rotas a nosso gosto.

Com um ecrã táctil de grandes dimensões, de utilização intuitiva e muito prática, o TomTom Go 510 tem todas as características de um sistema de navegação de última geração, com destaque para as informações de trânsito em tempo real (desde que ligado ao nosso smartphone) que nos permite, por exemplo, evitar uma rota mais congestionada. Além disso conta já com mapas vitalícios, que podem ser permanentemente atualizados através de uma ligação por computador, além de nos indicar os locais onde estão colocados os radares de controlo de velocidade.

 

Partilhar