Ao volante dos novos SUV Hyundai: Santa Fe entra na quarta geração

Texto: Nuno Fatela
Data: 5 Julho, 2018

Estivemos em Espanha para a apresentação das várias novidades nos SUV da marca coreana, em que surge um novo Hyundai Santa Fe, o renovado Tucson e a estreia do Kauai Diesel. A chegada destes modelos a solo nacional irá acontecer durante o segundo semestre de 2018, e agora mostramos a nossa análise ao SUV topo de gama da marca…

Barcelona foi o local escolhido pela Hyundai para nos dar a conhecer as suas mais recentes novidades. Com a marca coreana a atravessar um excelente momento de forma (é quem mais cresce em 2018 no Top-20 de vendas nacional) e com um calendário de novidades bastante preenchido (as mais recentes foram a renovação do i20 e o desvendar do Kauai elétrico), foi agora a vez de juntar na Catalunha as várias novidades da gama SUV da Hyundai. O que nos deu a possibilidade de estar ao volante da nova geração do Santa Fe, ver o renovado Tucson e de testar ainda a motorização Diesel do Kauai (que surgiu nesta apresentação com o seu famoso nome internacional…). Mostramos-lhe agora como foi descobrir a nova geração do SUV topo de gama do fabricante asiático.

 

O novo Hyundai Santa Fe

Chegado ao mercado em 2001, este modelo é responsável por 400.000 dos 1,6milhões de SUV que a marca já vendeu em solo europeu. E agora prepara-se para entrar em ação a quarta geração do Hyundai Santa Fe, uma proposta destinada ao segmento D e que chegará ao mercado nacional perto do final do ano, durante o último trimestre. Uma das maiores novidades é o fim de linha para o Grand Santa Fe para sete passageiros, o que se explica pelas vantagens proporcionadas pela nova plataforma, através da qual passam a estar sempre contemplados os sete lugares.

O topo da gama SUV da Hyundai aumentou a sua distância entre eixos em 70mm para um total de 2765mm, num modelo que apresenta 4770mm de comprimento e 1890mm de largura. O resultado é uma excelente área interior, com o sistema de carris utilizado para a última fila a possibilitar até um desafogo muito assinalável para os que ocupem estes dois bancos. Sobre o espaço até ao teto, efetivamente os 1,85m deste jornalista não são os mais aconselháveis para se viajar nesta última fila, mas quem seja um pouco mais baixo vai viajar sem problemas nestes lugares. Mas, para tal, terá de conseguir compreender o sistema algo complexo de manípulos para aceder a estes bancos… Mesmo com os sete postos colocados, são ainda anunciados 547l de bagageira, mais um exemplo da amplitude de espaço a bordo.

No entanto, como devem compreender, preferimos antes ocupar o lugar do condutor (com a climatização, para estar sempre com as costas bem frescas…), onde foi possível observar que no Hyundai Santa Fe, além dos espaços, também se destaca a qualidade geral do interior. Os revestimentos no modelo ensaiado são todos muito agradáveis ao tato, numa combinação entre pele e outros materiais como um friso nas portas a imitar madeira escura, e os confortáveis bancos contribuem também para que o condutor e o “pendura” tenham uma experiência de viagem bastante agradável.

 

Ao volante do novo Hyundai Santa Fe

Para isso também contribui o motor 2.2 CRDi que testámos, bloco Diesel de 200cv e 440Nm que surgiu conetado à nova caixa automática de oito velocidades. Uma combinação que nos surpreendeu pela positiva, tal a suavidade com que o Santa Fe vai rolando. Algo que, associado à insonorização de grande qualidade, fez sobressair ainda mais o silêncio sentido na fase inicial do percurso, em autoestrada. Mesmo depois de termos passado para um terreno mais sinuoso, o Santa Fe continuou a merecer nota positiva, já que responde bem e não se sente o seu peso através de oscilações em curva.

A referida transmissão automática é, seguramente, um dos motivos para o conforto que sentimos. Ela permite ir passeando entre os modos Comfort e Eco, onde a tranquilidade é a nota dominante, e o mais animado Sport. Mas também escolher o modo Smart, em que se vai alternando entre as diversas configurações. Isto significa que, de base, a força é enviada maioritariamente para as rodas dianteiras, mas se for preciso acelerar com mais veemência, por exemplo numa ultrapassagem, ele pode alcançar a repartição de binário 50:50 entre eixos como no Sport. Essa configuração inteligente Smart foi a nossa predileta, pois ela conseguiu combinar a suavidade e poupança (a marca anuncia consumos de 6,1l/100km) dos modos mais calmos com uma resposta mais imediata ao acelerador quando o pressionamos com mais força.

Há que referir, no entanto, que ainda não são conhecidas as motorizações e níveis de equipamento quando chegar a Portugal a quarta geração do topo da gama SUV da Hyundai. O que significa que este 2.2 CRDI com caixa automática e tração integral não é a única opção. Podendo surgir em versões de duas rodas motrizes e esta transmissão, este o bloco de 200cv existe igualmente como 4×2 ou 4×4 com a caixa manual de seis relações.

Esta situação repete-se com o outro Diesel da gama, o 2.0 CRDi que tem potências de 150cv ou 185cv e um binário de 400Nm. Ele acaba por ser o mais poupado da gama atual, com consumos anunciados de 5,6L/100km na versão de tração dianteira e caixa manual. E estará igualmente disponível com tração integral, tanto com a 6MT como com a automática de oito. Para finalizar, a oferta internacional na fase de lançamento contempla ainda o gasolina 2.4 GDI, um bloco de 185cv e 241Nm. Mas, para um momento mais tarde, foi já confirmado que a quarta geração do Santa Fe contará com duas versões eletrificadas, um híbrido e um híbrido de Plug-In. Mas isso, muito provavelmente, ficará reservado para 2019…

 

Outros destaques do novo Hyundai Santa Fe

Mas há outros elementos em destaque no topo de gama dos SUV da Hyundai além do bom comportamento em estrada desta versão ensaiada. Desde logo uma estética que foi renovada. E que nos mostra também neste segmento aquilo que tem sido um dos segredos para o crescimento da marca na Europa: um design que convence. As linhas são atraentes, pois não são demasiado agressivas e recortadas nem suaves e ovalizadas em excesso.

O que resulta numa imagem que convence, onde a frente é dominada pela grelha Cascading (de toda a gama SUV da Hyundai), com um friso mais extenso na parte superior, e pelas óticas agora mais esguias, opção partilhada com o Kauai. Mas com uma assinatura visual diferente, o que também se verifica na traseira onde a iluminação é tridimensional e surge integrada em linhas mais musculadas. Há que referir que a Hyundai reduziu as dimensões dos pilares posteriores, uma opção que visa aumentar a visibilidade do condutor. E, nesse campo, não existem qualquer crítica a fazer. Voltando ao design, sobre as opções disponíveis para os clientes escolherem, há jantes entre 17’’ e 19’’, dez cores para a pintura exterior e ainda quatro combinações para o interior.

Embora a colocação do ecrã de infotainment (de 7’’ ou 8’’) numa posição superior e “flutuante”, facilitando a sua visibilidade em comparação com o anterior opção de o integrar na consola central, seja um dos traços tecnológicos que se vê com mais facilidade, a digitalização das informações alcança novos patamares. Como o demonstra o primeiro head-up display projetado da Hyundai, em que as informações surgem visíveis no para-brisas ao invés das “tradicionais” telas de plástico.

E nas assistências de segurança, o perfil tecnológico do Hyundai Santa Fe também sobressai. E aqui merece desde logo referência a inclusão nos modelos de produção de um sistema que já lhe tínhamos mostrado neste vídeo, e que tem papel vital. Falamos do Rear Ocupant Alert, que avisa caso fique alguém esquecido (pessoas ou animais de estimação) nos lugares traseiros. Uma tecnologia que pode ajudar especialmente no Verão, quando deixar um bebé esquecido no carro pode resultar numa morte. E, já que falamos em proteção dos que viajam atrás, existe um “Safety Exit” que evita a abertura das portas caso venha algum automóvel a aproximar-se.

 

Depois surgem ainda no Hyundai Santa Fe muitos dos sistemas que são fulcrais para aumentar a segurança nas viagens. Embora o sistema de manutenção em faixa possa ser considerado demasiado intrusivo, pelas correções que efetua em excesso e que tornam a direção por vezes demasiado pesada, ele pode ser facilmente desativado no botão. Felizmente, o mesmo não pode acontecer com outras salvaguardas como os alertas e travagem de colisão eminente e sobre a presença de trânsito na retaguarda.

De momento ainda não existem informações concretas sobre as motorizações, níveis de equipamento e restantes configurações do novo Hyundai Santa Fe para Portugal. Estes são dados que esperamos poder partilhar consigo numa fase mais próxima do lançamento, agendado para o  último trimestre.

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