Cinco modelos da Saab que marcaram a história da marca

Mesmo após o fim da sua divisão automóvel, estes cinco modelos continuam a definir a identidade da Saab. Do 96 ao 9000, fique a conhecer alguns dos ícones de engenharia automóvel, segurança e carácter da marca sueca.

A divisão automóvel da Saab pode já ter encerrado a sua atividade, mas a sua herança automóvel mantém-se viva graças a uma série de modelos que combinaram soluções técnicas originais e uma abordagem muito própria ao design automóvel.

Fundada no setor aeronáutico e com uma divisão automóvel ativa desde meados da década de 1940, a marca construiu uma reputação assente na inovação prática.

Entre dezenas de propostas, cinco carros destacam-se pela influência, sucesso comercial e impacto cultural. Em comum, todos ajudaram a popularizar ideias que hoje parecem óbvias e consolidaram a imagem de qualidade e solidez da marca.

Saab 96: de 1960 a 1980

Introduzido em 1960, foi uma evolução dos 92 e 93, com uma carroçaria mais aerodinâmica, mais visibilidade traseira e uma bagageira maior.

Começou por recorrer a um motor de dois tempos e, a partir de 1967, adotou um V4 de quatro tempos derivado da Ford.

Elogiado pela qualidade de construção, conforto e comportamento, foi considerado um verdadeiro “carro do povo”. O seu palmarés inclui vitórias no Rali de Monte Carlo em 1962 e 1963.

Saab Sonett III: de 1970 a 1974

O Sonett III foi o mais bem-sucedido dos Sonett, uma linhagem de modelos desportivos experimentais.

Estamos a falar de um coupé fastback peculiar, com uma carroçaria em fibra de vidro desenhada por Sergio Coggiola e pensado para o mercado norte-americano. Um verdadeiro “tudo à frente” (motor dianteiro e tração dianteira), que garantia diversão ao volante em todas as versões, que recorriam a um V4 da Ford.

Além disso, também incluía uma célula de segurança integrada. Na altura, uma grande novidade em termos de segurança para um desportivo acessível. As mais de 10.000 unidades entregues confirmam o seu sucesso.

Saab 99 Turbo: de 1977 a 1982

Num período em que os turbos começaram a ganhar protagonismo, o 99 Turbo colocou essa tecnologia ao alcance de mais compradores.

Com um motor de 2,0 litros turbocomprimido, injeção de gasolina e cerca de 135 cavalos de potência, mostrou que desempenho e segurança podiam coexistir num familiar compacto.

Tornou-se o primeiro modelo turbocomprimido de produção verdadeiramente bem-sucedido a nível comercial, e ainda hoje permanece um marco pela sua influência e sucesso comercial.

Saab 900: de 1978 a 1994

Lançado como uma alternativa mais moderna ao 99, o 900 destacou-se pelas soluções de segurança introduzidas, pela qualidade e pela versatilidade de carroçarias.

Manteve os motores de quatro cilindros, oferecido tanto em versões atmosféricas como turbo, mas ficou famoso pela disposição “invertida” do conjunto motor/transmissão.  O sucesso global e a longevidade confirmaram-no como um dos pilares da marca.

Saab 9000: de 1984 a 1998

Foi a primeira aposta séria da marca sueca no segmento executivo, e tinha como concorrência os produtos equivalentes da Mercedes-Benz, BMW e Audi.

Disponível como berlina ou hatchback, foi construído sobre a plataforma Type Four, desenvolvida com a Fiat. Tal como os seus antecessores, combinou segurança, ergonomia e conforto.

Ao longo do seu ciclo de produção, esteve disponível com várias opções de motores e diferentes níveis de equipamento. Mas a versão Aero, com um motor de quatro cilindros turbo, de 2,3 litros de capacidade e 222 cv de potência, tornou-se a mais memorável. Muitos consideram o 9000 o último “verdadeiro” Saab.