Freelander regressa como marca independente e apoio chinês

O modelo icónico da Land Rover vai renascer com uma marca autónoma, fruto de uma parceria entre a JLR e a chinesa Chery.

O Freelander está de volta, mas não como modelo. A designação do modelo icónico da Land Rover transforma-se agora numa marca independente, fruto de uma joint-venture entre a JLR e a Chery.

O regresso do Freelander representa uma fusão entre a herança europeia e a inovação chinesa, recuperando um nome com mais de 30 anos de história.

A nova insígnia terá uma estratégia ambiciosa, com o lançamento de seis modelos ao longo dos próximos cinco anos, a um ritmo de um novo veículo a cada seis meses. E o Concept97 antecipa o primeiro deles todos.

Ao contrário do Freelander original, o protótipo posiciona-se num segmento superior, com mais de cinco metros de comprimento e três filas de bancos.

A base técnica assenta numa arquitetura moderna, preparada para várias soluções eletrificadas, desde versões 100% elétricas, híbridas plug-in a opções com extensor de autonomia.

Ainda não foram divulgados dados sobre as autonomias, mas a versatilidade revela a intenção de responder às diferentes necessidades dos mercados, sobretudo onde a infraestrutura de carregamento ainda é limitada.

A plataforma será de 800 V e vai permitir carregamentos até 360 kW, enquanto as baterias, desenvolvidas com a CATL, utilizam tecnologia CTP de terceira geração e incluem proteções específicas para utilização fora de estrada.

Apesar do foco na eletrificação, o ADN todo-o-terreno mantém-se. O sistema de tração integral i-ATS integra três bloqueios de diferencial e amortecedores preditivos, concebidos para antecipar o tipo de terreno.

Em estrada, o destaque vai para a componente tecnológica, com contributos da Huawei ao nível de sensores LiDAR e sistemas avançados de assistência à condução, suportados por hardware de alto desempenho.

Para quando?

O primeiro modelo será produzido na fábrica de Changshu até ao final deste ano, com estreia inicial no mercado chinês e posterior expansão global, mas ainda sem calendário definido para a Europa.