As novidades do interior da versão elétrica de autonomia alargada são comuns à motorização DM-i. Esta segue o esquema conhecido de outros modelos da BYD, combinando um bloco de quatro cilindros, 1.5 litros e ciclo Atkinson com um motor elétrico, para desenvolver 212 cv de potência combinada. O sistema favorece o funcionamento em série, com predominância do motor elétrico, com o térmico a servir de gerador quando a carga da bateria se encontra baixa. Em situações pontuais podem trabalhar em paralelo, com o motor a gasolina a acionar as rodas dianteiras. A bateria de 18 kWh anuncia 90 km de autonomia EV, que podem chegar aos 150 em circuito urbano. Uma carga total demora pouco mais de três horas.
Demos uma pequena volta com cada uma das motorizações, que apresentavam algumas arestas por limar, caraterísticas dos modelos pré série. A suspensão traseira do BYD Atto 2 Comfort fez justiça à designação, tornando o pisar mais composto e convidado a explorar as capacidades da nova bateria. O que não aconteceu na volta de pouco mais de 50 km pelos arredores de Barcelona. Como os modos de condução não estavam a funcionar e os consumos não apresentavam dados fidedignos, estas apreciações terão de ficar para um futuro ensaio. O mesmo é válido para a autonomia EV do Atto 2 DM-i, que nos foi entregue com 35% de bateria e devolvido com 55% ao fim de 35 km de condução maioritariamente urbana.