Ford quer cortar drasticamente custos dos elétricos

A Ford quer reduzir de forma significativa os custos dos veículos elétricos na Europa através de uma parceria estratégica com a Renault para desenvolver dois novos modelos elétricos compactos

A Ford pretende reduzir “drasticamente” os custos de produção dos seus veículos elétricos na Europa através de uma colaboração com a Renault. A parceria prevê o desenvolvimento de dois novos modelos elétricos de pequenas dimensões, destinados sobretudo ao segmento urbano, onde o preço é um fator decisivo de compra.

Segundo o CEO da Ford, Jim Farley, a cooperação permitirá partilhar plataformas, tecnologia e componentes, reduzindo despesas de investigação e desenvolvimento, produção e logística.

Foco nos elétricos compactos

Os novos modelos deverão posicionar-se no segmento dos utilitários elétricos, uma categoria estratégica na Europa, onde a procura por veículos mais pequenos e eficientes tem aumentado. Este segmento é também crucial para cumprir as metas ambientais da União Europeia, que prevê o fim da venda de veículos novos com motor de combustão interna até 2035.

Ao apostar em modelos compactos, a Ford procura competir com fabricantes europeus e asiáticos que já oferecem soluções elétricas a preços mais acessíveis.

Pressão competitiva e desafios do setor

A indústria automóvel europeia enfrenta atualmente vários desafios: custos elevados de produção, matérias-primas caras para baterias e forte concorrência de marcas chinesas, que têm entrado no mercado com preços agressivos.

Parcerias como a agora anunciada permitem diluir riscos financeiros e acelerar o desenvolvimento tecnológico. A partilha de plataformas elétricas — uma tendência crescente no setor — reduz o tempo de colocação no mercado e melhora a rentabilidade.

Estratégia europeia da Ford

A Ford tem vindo a reforçar a sua aposta na eletrificação na Europa, incluindo investimentos em fábricas e na adaptação de unidades industriais para produção de veículos elétricos. A colaboração com a Renault insere-se numa estratégia mais ampla de reestruturação e eficiência, num momento em que a empresa procura garantir sustentabilidade financeira no continente.

A concretização deste plano poderá ser determinante para a competitividade da marca no mercado europeu de elétricos, um dos mais dinâmicos e exigentes a nível mundial.