Porsche encerra subsidiárias e corta mais de 500 empregos

A Porsche vai encerrar três subsidiárias e eliminar mais de 500 postos de trabalho, no âmbito de um plano de reestruturação focado no negócio principal da marca.

A Porsche anunciou um novo pacote de reestruturação que prevê o encerramento de três subsidiárias e o corte de mais de 500 empregos, numa tentativa de reforçar o foco na construção automóvel e recuperar rentabilidade após um período de forte pressão financeira.

A decisão foi aprovada pelo Conselho Executivo e pelo Conselho Fiscal da Porsche AG e surge numa altura em que a marca alemã procura adaptar-se às mudanças do mercado automóvel, aos desafios geopolíticos e à desaceleração de algumas apostas estratégicas feitas nos últimos anos.

“Precisamos de nos concentrar novamente no nosso negócio principal, o que nos obriga a fazer cortes dolorosos”, afirmou Michael Leiters, diretor-executivo da Porsche.

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Entre as empresas afetadas está a Cellforce Group, sediada em Kirchentellinsfurt, na Alemanha, criada para desenvolver células de bateria de alto desempenho.A subsidiária conta com cerca de 50 trabalhadores e será encerrada depois de a Porsche ter revisto a sua estratégia de eletrificação, deixando de apostar exclusivamente nos veículos elétricos.

Também a Porsche eBike Performance vai encerrar operações. A empresa, dedicada ao desenvolvimento de sistemas de propulsão para bicicletas elétricas de alta performance, emprega cerca de 360 pessoas entre a Alemanha e a Croácia. Segundo a Porsche, a deterioração das condições de mercado neste segmento inviabilizou a continuidade do negócio.

A terceira subsidiária abrangida pelo plano é a Cetitec, especializada em software de comunicação de dados para a Porsche e para o Grupo Volkswagen.Com cerca de 90 trabalhadores distribuídos entre Alemanha e Croácia, a empresa será igualmente descontinuada devido à reorientação estratégica das áreas de desenvolvimento tecnológico.

Nos três casos, a administração vai iniciar negociações com os conselhos de trabalhadores sobre os processos de encerramento.

A reestruturação surge depois de um ano particularmente difícil para a Porsche. Entre janeiro e março de 2026, os lucros da marca caíram 21,9%, fixando-se nos 595 milhões de euros. A empresa enfrenta ainda desafios relacionados com tarifas, instabilidade geopolítica e lacunas na gama de modelos.

A venda das participações da Porsche na Bugatti Rimac e no Grupo Rimac já tinha dado sinais de uma mudança de direção estratégica. Agora, a fabricante alemã parece determinada a abandonar projetos ligados a baterias, software e mobilidade elétrica paralela para recentrar esforços no desenvolvimento e produção de automóveis desportivos.

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