Estudo aponta as cinco marcas com a menor degradação de baterias

Um estudo confirma que a degradação das baterias dos carros elétricos é muito menor do que se pensava, sendo que, em alguns casos, a capacidade mantém-se praticamente intacta após três anos de uso

A degradação das baterias continua a ser um dos principais receios associados aos carros elétricos, mas os dados mais recentes estão a contribuir para a desmistificação deste medo.

Uma análise da consultora norte-americana Recurrent, especializada no desempenho de veículos elétricos, revela que a tecnologia atual está muito mais madura do que há uma década e que, em muitos modelos, após três anos de utilização a perda de capacidade é mínima ou mesmo inexistente.

O estudo analisou dados de milhares de utilizadores com veículos elétricos, comparando a autonomia real no momento da entrega com a registada ao fim de três anos.

Quais são as marcas?

Os resultados mostraram que cinco marcas mantiveram 100% da capacidade da bateria ao fim desse período, essas sendo a Cadillac, Hyundai, Mercedes, Mini e Rivian.

Outras marcas também apresentaram desempenhos igualmente positivos, como a Ford, com 99,9%, a Nissan, com 98,4%, e a Audi, com 96,8%. A Tesla surge igualmente bem posicionada, com 96,3%, seguida da Kia, que fecha o top 10 com 96,2%.

No extremo oposto, os veículos da Jaguar, BMW e Volkswagen analisados no estudo registaram maiores níveis de degradação. Contudo, a análise refere que todos os veículos analisados mantêm mais de 90% da capacidade inicial, um valor considerado positivo para a durabilidade das baterias.

As estratégias que travam a degradação das baterias

Segundo Liz Najman, diretora de investigação de mercado da consultora, um fator determinante para a durabilidade das baterias resume-se à forma como os fabricantes gerem os chamados “buffers” internos das baterias.

Muitos modelos incluem uma margem de capacidade inacessível ao utilizador, que é gradualmente libertada à medida que ocorre degradação, evitando que o utilizador repare em perdas visíveis de autonomia.

Fatores como o tipo de utilização continuam a ser decisivos, como a quilometragem percorrida e o tipo de percursos feitos durante o período em análise.

Mas a estes também se juntam as atualizações de software remotas que melhoram a eficiência energética, a regeneração e a gestão térmica da bateria.

Idade também é um fator importante

O estudo confirma ainda que a idade do veículo é um fator determinante. Modelos mais antigos, como o BMW i3 de 2014 ou o Jaguar I-Pace de 2018, apresentam maior degradação do que veículos mais recentes, beneficiados por baterias maiores, melhor arrefecimento e sistemas de gestão mais avançados.

Estes dados reforçam que a degradação das baterias é hoje um problema residual e previsível, mas com impacto reduzido para os utilizadores.