Se o Ferrari 849 Testarossa é figura grada nas primeiras páginas de um sem número de publicações, a memória é curta: hoje, alguns ainda recordam o 512 Testarossa (1984/1992), mas poucos se lembram do magnífico 250 TR de 1957, um dos modelos mais cobiçados pelos colecionadores de automóveis da marca de Maranello e um vencedor inato.
Qualquer destes Ferrari tem em comum as tampas das válvulas do motor pintadas em vermelho. Daí o nome Testa (cabeça) Rossa (vermelha). Tudo começou em meados dos anos 50 do século passado e com a necessidade de marcar a diferença na evolução do motor do 500 Mondial, previsto para clientes privados e equipado com um bloco de quatro cilindros desenvolvido pelo engenheiro Aurelio Lampredi. A “cabeça” do motor vermelha passou a ser sinónimo de mais potência e esta lógica manteve-se no 250 TR de 1957, que utilizou um motor 3.0 V12.
