Radares de velocidade média: como funcionam e onde estão localizados?

Doze radares de velocidade média entraram em funcionamento a 1 de setembro de 2023 em estradas portuguesas com elevada sinistralidade. Integrados no SINCRO, estes equipamentos visam reduzir o excesso de velocidade e já demonstram impacto significativo na diminuição de acidentes e vítimas

12 novos radares já fiscalizam a velocidade média

Desde 1 de setembro de 2023, estão ativos 12 radares de velocidade média em diferentes pontos do país. A medida integra-se no Sistema Nacional de Controlo de Velocidade (SINCRO) e incide sobre troços extensos onde o excesso de velocidade é uma das principais causas de acidentes, segundo a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR).

O principal propósito destes radares é dissuadir a condução acima dos limites legais. De acordo com a ANSR, nos últimos sete anos, as estradas abrangidas pelo SINCRO registaram melhorias significativas face ao período anterior à instalação dos radares: menos 36% de acidentes com vítimas, menos 74% de mortos, menos 44% de feridos graves e menos 36% de feridos leves.

O que é o SINCRO?

O SINCRO é um sistema telemático que suporta a fiscalização automática da velocidade em Portugal. Inclui toda a infraestrutura física e tecnológica necessária — equipamentos, software, telecomunicações e energia — para garantir a deteção, o registo e o tratamento das infrações rodoviárias.

Como funcionam os radares de velocidade média?

Os radares de velocidade média calculam a velocidade ao longo de um troço da estrada. O sistema regista a matrícula e a hora de passagem em dois pontos distintos e, com base na distância e no tempo decorrido, apura a velocidade média do veículo.

Se for detetado excesso de velocidade, a infração é automaticamente comunicada aos sistemas da ANSR, sendo validada de forma automática ou por um operador, consoante a qualidade da leitura da matrícula.

Mais eficácia e menos manobras de evasão

Este tipo de fiscalização obriga os condutores a manter uma velocidade adequada durante todo o percurso e não apenas junto ao radar. Além disso, os equipamentos estão instalados em locais onde não é permitido ou é difícil parar, reduzindo tentativas de contornar o sistema.

Que outros tipos de radares existem em Portugal?

Além dos radares de velocidade média, existem radares de velocidade instantânea, que podem ser fixos ou móveis.

Os radares fixos medem a velocidade através da emissão de ondas eletromagnéticas e podem ser programados para diferentes limites, consoante a via: localidades (50 km/h), estradas nacionais ou autoestradas (120 km/h).

Já os radares móveis são facilmente transportáveis, permitindo às autoridades fiscalizar locais distintos. Como a sua localização não é previamente anunciada, passam muitas vezes despercebidos aos condutores. Nestes casos, a velocidade é calculada através da emissão de micro-ondas.

Entraram em funcionamento mais radares além dos de velocidade média?

Sim. No início de setembro de 2023, ficaram operacionais em todo o país 37 novos radares, dos quais 12 são de velocidade média e 25 de velocidade instantânea.

Nos meses seguintes, está prevista a instalação faseada de mais 25 radares (23 de velocidade média e dois de velocidade instantânea), o que fará aumentar a capacidade do SINCRO de 98 para 123 equipamentos.

Radares estão sinalizados

Os radares de velocidade média estão devidamente sinalizados com o sinal H42, um sinal vertical de fundo azul, com a representação de duas câmaras e a indicação “velocidade média”, garantindo informação prévia aos condutores.

Onde estão instalados os radares?

Segundo a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), os 12 radares de velocidade média encontram-se distribuídos por autoestradas, estradas nacionais e itinerários complementares, abrangendo várias regiões do país, de norte a sul. Estes são os locais onde estão instalados:

Onde consultar a localização dos radares?

A localização dos radares em funcionamento pode ser consultada num mapa interativo disponível no site Radares à Vista, da responsabilidade da ANSR. A pesquisa pode ser feita por estrada, concelho ou distrito, estando também disponível uma listagem completa dos equipamentos ativos.

Quais as consequências legais do excesso de velocidade?

Circular acima dos limites legais implica o pagamento de uma coima e pode resultar na perda de pontos na carta de condução e na inibição de conduzir, dependendo da gravidade da infração. As penalizações variam consoante o tipo de via e o excesso registado, estando definidas no Código da Estrada.

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