Estivemos ao volante de todos os modelos John Cooper Works da MINI

Participámos no MINI UNLEASH, um evento que deu a conhecer a atual gama John Cooper Works da marca britânica. E uma coisa é certa: mesmo com a eletrificação, um MINI continua a ser um MINI.

Foi na Base aérea da Ota que a MINI realizou o “Mini Unleash”, um evento realizado para dar a conhecer toda a gama de modelos John Cooper Works (JCW) atualmente disponíveis.

Na MINI, com modelos a combustão e elétricos, a experiência de condução continua a ser o argumento central das suas propostas, com o icónico “Go-Kart Feeling” considerado um elemento fundamental da marca britânica.

Mas será que, numa altura em que carros estão cada vez menos ágeis devido ao peso acrescido (seja pelas baterias ou pelo aumento da segurança), a MINI conseguiu provar que é possível fazer o contrário? Este evento foi a oportunidade ideal para perceber isso.

Modelo de produção VS de competição

A nossa primeira experiência no evento começou com uma comparação direta entre um MINI Cooper JCW e um MINI Cooper F56 da “Copa Cooper”, num percurso com pinos criado numa das pistas do aeródromo.

De um modelo de produção, para um modelo de competição, é fácil presumir as diferenças: menor insonorização, a rollcage, o short-shifter, a baquet de competição e o cinto de quatro pontos, a potência, etc. No entanto, mesmo apesar de diferentes em muitos aspetos, os dois carros partilhavam um.

Depois de conduzir o Cooper F56 de competição seguido do Cooper JCW de produção, foi fácil perceber que a agilidade era praticamente idêntica nos dois modelos. O que é notável, uma vez que o modelo de produção tem luxos que um carro de competição não precisa de ter.

Incursão fora de estrada estranhamente confortável

A segunda experiência foi um percurso fora de estrada com o MINI Countryman JCW e o Countryman SE All4, sendo este último o que utilizámos.

Aqui, confessamos que esperávamos apenas a agilidade característica de uma proposta da MINI, mas a verdade é que ficámos mais surpreendidos pelo conforto do Countryman elétrico num percurso de todo-o-terreno.

Igualmente notável foi a forma como este SUV fez a gestão do binário quando foi preciso realizar subidas íngremes. O sistema de tração integral geriu a potência de forma ideal, denotando-se uma entrega bastante linear do binário – algo que não é habitual entre carros elétricos.

Kart VS Cooper JCW elétrico

De seguida, fomos colocados ao volante de um kart para fazer duas voltas num percurso com cones, para imediatamente depois fazer o mesmo, mas ao volante de um MINI Cooper JCW elétrico.

A comparação direta mostrou que o primeiro JCW elétrico da MINI ainda está distante de um kart em termos de emoção, Contudo, em termos de resposta da direção, merece elogios.

O que também merece elogios é o pedal do travão. À semelhança do Countryman SE, o pedal do travão é fácil de “ler”, com um tato firme e fácil de perceber se estamos no modo de regeneração ou no modo de travagem.

Por último, pusemos à prova o MINI Aceman JCW numa corrida de Drag numa das pistas do aeródromo.

Assim que o sinal abriu, pudemos pôr à prova os 258 cv de potência e o sistema Launch Control do mais recente JCW da MINI. Tínhamos espaço suficiente para atingir os 200 km/h de velocidade máxima, mas não houve necessidade.

Depois desta última experiência, arranjámos resposta para a pergunta que colocámos no início deste artigo: Independentemente do peso, de ter um motor a combustão ou a eletricidade, a MINI continua a produzir carros divertidos de conduzir, respeitando o seu ADN construído ao longo de 65 anos.