E a marca de elétricos usados mais fiável em 2025 é...

Um estudo recente da norte-americana Consumer Reports, que analisou cerca de 140 mil veículos em 20 áreas consideradas problemáticas, apontou uma marca como a mais fiável e veio confirmar as conclusões da investigação da TÜV alemã relativamente aos veículos elétricos da Tesla

A fiabilidade é um dos fatores mais importantes na compra de um carro, especialmente no mercado de veículos usados, que continua a crescer de forma acelerada.

No entanto, dois relatórios independentes recentes levantam sérias dúvidas sobre a fiabilidade da Tesla, colocando a marca americana no fundo dos rankings quando comparada com a concorrência.

Os relatórios

Um estudo da Consumer Reports (CR), focado em carros usados com cinco a dez anos, analisou veículos produzidos entre 2016 e 2021.

A investigação envolveu 26 marcas e cerca de 140 mil veículos, avaliados em 20 áreas consideradas problemáticas, desde componentes mecânicos até falhas eletrónicas. O resultado final atribuiu uma pontuação a cada fabricante de acordo com a gravidade dos problemas detetados.

O top-5 do ranking foi dominado por marcas japonesas, com a Lexus a liderar com 77 pontos, seguida da Toyota (73) e da Mazda (58). Honda (57) e Acura (53).

Já os fabricantes europeus registaram valores próximos dos 50 pontos, enquanto várias marcas norte-americanas ficaram abaixo dos 40. Entre estas últimas está a Tesla, que obteve apenas 31 pontos e surgindo como a marca menos fiável do estudo.

A classificação negativa está sobretudo associada aos primeiros anos de produção da marca, com modelos como o Tesla Model S e Model X, produzidos entre 2014 e 2019, a apresentarem problemas recorrentes na suspensão, falhas eletrónicas e defeitos de construção, como puxadores de portas frágeis.

Também os primeiros Model 3 registaram queixas relacionadas com a suspensão dianteira e desgaste prematuro de componentes.

O segundo relatório

Esta perceção é reforçada pelo relatório TÜV Report 2026, elaborado por uma entidade alemã responsável por inspeções obrigatórias a veículos.

Segundo este relatório, o Tesla Model Y apresenta uma taxa de defeitos graves de 17,3% na primeira inspeção, ocupando o último lugar entre carros com dois a três anos.

O Model 3 surge logo a seguir, com 14,3%, onde os principais problemas identificados não estão relacionados com baterias ou software, mas também com suspensão, travões, iluminação e danos estruturais.

Embora os modelos mais recentes da Tesla revelem melhorias ao nível da fiabilidade e qualidade de construção, os dois relatórios sugerem que os veículos usados produzidos entre 2014 e 2019 continuam a exigir uma avaliação cuidadosa por parte dos compradores.

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