VOLKSWAGEN BEETLE 2.0 TDI 150 CV DSG DUNE

Texto: Ricardo Machado / Fotografia: José Bispo

Direito à diferença Pode ser o nicho dentro do nicho mas o Dune é, provavelmente, o Beetle mais original dos últimos tempos. E não é só imagem. Tem vias mais largas e mais 10 mm de altura ao solo.

 

Imagine um VW Beetle. É giro. Mas este é mais. E é por ser diferente que custa mais três mil euros que o Beetle equivalente, o 2.0 TDI 150 CV DSG Design. O Beetle da fotos, num resplandecente Amarelo Sandstorm, uma das quatro cores disponíveis, chama-se Dune e tem um preço base de 39 378€. Junte-se uma mão cheia de opcionais como a câmara traseira (211€), o sistema de som Fender (643€) ou o teto de abrir (1206€) e chegamos ao total de 44 178€. Inspirado nas séries especiais Baja dos anos 60, Carochas com suspensão levantada desenvolvidos para corridas no deserto, o Beetle Dune convida a desfrutar dos grandes espaços abertos. Com moderação, porque apesar de ter alargado as vias, apresentar cavas de rodas mais volumosas e para-choques e embaladeiras mais robustos, não há tração integral e o ganho de 10 mm na altura ao solo acrescenta pouco ao Beetle normal. Jantes de 18’’, moldura cromada na grelha, proteções inferiores, decalques sobre a pintura e uma generosa asa traseira completam o visual aventureiro.

Por dentro, para além de estofos específicos com costuras contrastantes e dos três mostradores ao centro do tablier, não há novidades a registar. Dois lugares à frente, mas dois atrás, cujas costas podem rebater para ampliar os 310 litros da bagageira. Atrás não há espaço para a cabeça nem para as pernas de adultos, mas è frente a posição de condução é fácil de ajustar. Embora a câmara melhore a visibilidade para trás nas manobras de estacionamento, o ganho de 10 mm na altura ao solo não chega para colocar o condutor em posição dominante sobre o trânsito. Inserções no mesmo tom da carroçaria criam um interior luminoso e diferenciado, ao mesmo tempo que disfarçam a qualidade inferior de alguns materiais.

Sendo óbvio que não é um todo-o-terreno, embora as aplicações escuras nas cavas das rodas sugiram uma suspensão bem mais radical que o esquema McPherson com paralelogramo deformável atrás, o Beetle Dune está em casa nos estradões de acesso às praias. Em estrada também não se sai nada mal.

Compensado pelo alargamento das vias, o aumento ligeiro da altura ao solo não interfere na condução. Segura por amortecedores firmes, a carroçaria curva sem movimentos indesejados guiada por um eixo dianteiro muito estável. As vias largas e as jantes de 18’’ com pneus 235/45 ajudam a manter o Beetle colado ao asfalto. Sem surpresas, o motor 2.0 TDI de 150 CV trabalha bem com a caixa DSG de seis velocidades para extrair o melhor dos 340 Nm de binário disponíveis entre as 1750 e as 3000 rpm. Passagens de caixa progressivas, que podem ser aceleradas utilizando as patilhas do volante. Com uma média real de 7 l/100 km, contra os 4,8 l/100 km anunciados, os consumos não são dos mais atrativos. Ao contrário do Dune que, para nós, é o Beetle. Assim mesmo, em Amarelo Sandstorm.

 

VEREDITO
Gostos não se discutem, mas este é bem capaz de ser o Beetle mais giro. Junte-se uma dose reforçada de plásticos, mais altura ao solo e vias alargadas e estão justificados os três mil euros que acresce ao equivalente “normal”.

 

Ensaio publicado na Revista Turbo nº  422, de novembro de 2016.

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