RANGE ROVER SPORT 3.0 SDV6 HEV HSE

Texto: Marco António / Fotografia: José Bispo

Mais potência, tecnologia e equipamento por menos dinheiro. O Range Rover Sport Hybrid consegue tudo isto sem perder o lendário espírito aventureiro. E ainda pode andar 1,6 km sem gastar uma gota .

Numa época em que a autonomia média do modo elétricos dos híbridos “Plug-in” ronda os 20 km, sabe a pouco conduzir um SUV que não vai além dos 1,6 km sem emissões. É verdade que é grande, pesado e não se pode ligar à tomada, acabando por parecer… ultrapassado. Mas não é! Tem tudo o que os outros Range Rover Sport 3.0 SDV6 têm, mais a tecnologia híbrida que, para além de baixar os consumos e aumentar a potência, permite manter o preço abaixo dos 100 mil euros com o nível de equipamento HSE. Só não anda é muito no modo elétrico, o que acaba por ser um problema menor. Chega para circular na garagem sem poluir a atmosfera e para reduzir substancialmente a carga fiscal.

Em termos práticos, o sistema híbrido, o clássico motor elétrico ensanduichado entre o bloco térmico e a transmissão, permite ao V6 de três litros igualar a potência e bater as prestações do 4.4 SDV8. São 340 CV que no caso do Range Rover Sport 3.0 SDV6 HEV custam 99 789€ contra 127 932€ do 4.4 SDV8. Com o mesmo nível de equipamento, HSE, o SDV6 custa 103 735€ e “só” tem 306 CV.

A diferença entre os dois V6 está no pequeno motor elétrico de 48 CV integrado na transmissão automática de oito velocidades de origem ZF. Alimentado por uma bateria de 1,7 kW, instalada sob os bancos dianteiros e protegida por uma armadura de aço/boro para não limitar as capacidades TT, o motor pode mover as 2,3 toneladas de Range Rover Sport por um máximo de uma milha. São 1,6 km durante os quais não se pode ultrapassar os 48 km/h. Isto em condições tão específicas que não as conseguimos reproduzir. No entanto, a facilidade da bateria em ficar esgotada é apenas igualada pela rapidez com que recupera a carga. Basta uma mão cheia de travagens ou uma descida prolongada para o indicador da carga saltar de um extremo ao outro da escala.

A rapidez de recuperação garante uma reserva de energia para as situações onde esta é mais necessária. Arranques e ultrapassagens são despachados com a ligeireza de quem tem 170 Nm instantaneamente disponíveis, para somar aos 600 Nm de binário do motor diesel. Combinados somam 700 Nm disponíveis entre as 1500 e as 3000 rpm. Um pulmão pleno de energia nos regimes médios, que não vale a pena levar aos limites. A vitalidade inicial esgota-se rapidamente, convidando a percorrer as oito velocidades para não perder a rapidez na resposta ao acelerador. No outro extremo de utilização, a disponibilidade instantânea do binário provoca uma inesperada brusquidão nas manobras a baixa velocidade.

Em estrada e, na verdade, na maioria das situações manda o V6. Silencioso e ainda mais redondo, graças às ajudas do motor elétrico, recorre aos “truques” do costume para homologar uma média de 6,4 l/100 km. O motor cala-se sempre que o Range Rover Sport Hybrid se imobiliza, para despertar logo que se solta o pedal do travão, enquanto a caixa deixa o SUV em roda livre como resposta ao alívio do acelerador. Combinadas com alguma autonomia elétrica no pára-arranca, estas medidas permitem médias ponderadas reais inferiores aos 10 l/100 km. O valor homologado continua servir apenas para poupar 117€ de IUC face ao SDV6 de 306 CV, mas registar uma média ponderada de 9,3 l/100 km sem qualquer tipo de preocupação com a condução não deixa de ser notável. Tratando o acelerador com a delicadeza reservada para as peças do mais fino e exclusivo cristal é possível descer até aos 8,5 l/100 km, mas não corresponde a uma utilização real.

Nas deslocações quotidianas temos pressa para chegar ao trabalho, depois de deixar as crianças na escola. Esta é uma tarefa fácil para o Range Rover Sport, cujo sistema híbrido não interfere na habitabilidade. A troco de 1760€, os cinco lugares podem ser complementados por uma terceira fila de bancos, com acionamento elétrico. Um pequeno luxo para complementar a já elevada dose de conforto e qualidade de vida a bordo do Range Rover Sport. O exterior também não sofre alterações, mantendo as aptidões fora de estrada referenciais. Apenas perde um grau de ângulo ventral por cauda das baterias. Mas não nos devemos preocupar com eventuais pancadas, a Land Rover garante que a blindagem de aço/ boro consegue suportar a totalidade do peso do SUV apoiada numa área equivalente à de uma moeda preta.

VEREDITO

Económico, mais barato do que o SDV6 com o mesmo equipamento e apenas 306 CV, amigo do ambiente… e com tudo a que a Range Rover nos habituou. Não faltam motivos para que o Hybrid se transforme no Range Rover Sport mais popular.

 

Ensaio publicado na Revista Turbo 404, de maio de 2015

Esta metodologia não se aplica a este artigo. Todo o texto encontra-se no capítulo inicial.

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