Audi TT Roadster 2.0 TDI

Texto: Ricardo Machado / Fotografia: José Bispo

Descapotáveis desportivos e gasóleo não combinam. Porque não? O Audi TT Roadster 2.0 TDI é tão despachado, eficaz e divertido como o 2.0 TFSI e ainda por cima mais económico. Está na altura de aceitar novas realidades

A ideia romântica do roadster a gasolina, com sonoridade desportiva e poucas vibrações, pode ter os dias contados. Basta incluir um diesel na gama e esperar pela reação do mercado. Em Portugal, há dois anos que a motorização mais vendida para o Audi TT Roadster é o 2.0 TDI. Como seria de esperar, não é o mais barato, acrescenta 1500€ ao preço do 2.0 TFSI, nem o mais potente, tem 184 CV contra 230 CV do gasolina. Mas gasta pouco. Mesmo que a média real acrescente dois litros aos 4,4 l/100 km anunciados, continua a visitar os postos de abastecimento com menos frequência que o 2.0 TFSI, cuja média oficial é de 6l/100 km.

Em vez dos banquinhos traseiros de apoio do coupé, o roadster ocupa esse espaço com o compartimento para guardar a capota têxtil. Uma alteração necessária para evitar comprometer a bagageira, cuja capacidade, mesmo assim, baixou dos 305 para os 280 litros. Rica em isolamento térmico e acústico, a capota têxtil abre e fecha em apenas 10 segundos. A proteção aerodinâmica do habitáculo supera a da geração anterior, mas o corta-vento continua a ser essencial para não estragar o penteado.

Para compensar a ausência de tejadilho, a plataforma foi reforçada, tal como a base dos pilares A. A opção pelo alumínio para a maioria dos reforços estruturais permitiu manter o aumento de peso nuns razoáveis 90 kg. Face à geração anterior apresenta-se 2,5 cm mais curto e 1 cm mais estreito. No entanto, a distância entre eixos cresceu 3,7 cm, para os 2,51 metros.

CAIXA MANUAL

As caixas de dupla embraiagem podem ser muito rápidas a acelerar e confortáveis de utilizar no trânsito, mas não há como uma boa caixa manual. Ou como não ter opção. O Audi Roadster 2.0 TDI tem sempre caixa manual de seis velocidades e tração dianteira. Transmissão S tronic e tração integral quattro são opções exclusivas da motorização 2.0 TFSI.

Aliada a uns eficazes Continental ContiSportContact de medida 245/40 R18, a superior capacidade de tração do TT Roadster não perde muito para o sistema quattro. A direção comunica ao volante em tempo real a capacidade de aderência dos pneus, permitindo antecipar as perdas. Rebaixada em 10 mm pela suspensão desportiva S Line, a carroçaria mantém a compostura, mesmo durante as transferências de massas mais exigentes.

Menos entusiasmante e inversamente proporcional à sonoridade diesel é a falta de ânimo do motor nos baixos regimes. Teoricamente disponíveis às 1750 rpm, os 380 Nm de binário só se notam acima das 2000 rpm. Engrenar distraidamente uma terceira em cidade pode calar o motor. Basta o plano ser ligeiramente inclinado. É entre as 2500 e as 3500 rpm que o TDI mostra a sua alma, acompanhado por um som possante… mas inconfundivelmente diesel. Esquecendo o escalonamento longo, a caixa é rápida e bem sincronizada.

VEREDITO

Descapotável com motor diesel? Este pormenor depressa passa para segundo plano. A eficácia do TT Roadster rapidamente faz esquecer a tração quattro e a caixa automática dos motores a gasolina. E ainda gasta menos

Roadster ou Coupé? Tire as dúvidas com o nosso Ensaio ao Audi TT Coupé

 

Ensaio publicado na Revista Turbo 414, de março de 2016

Esta metodologia não se aplica a este ensaio. 

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