Citroën C4 Picasso 1.2 Puretech 130cv

Texto: Marco António / Fotografia: José Bispo

Aqui está um dos melhores monovolumes de 5 lugares. E este motor de 3 cilindros com 130 CV é um dos seus melhores aliados.

Os motores de 3 cilindros começam a dominar o mercado com propostas tentadoras, como este 1.2 PureTech agora proposto pela Citroën para o C4 Picasso, um dos melhores monovolumes de 5 lugares.
O interesse por este tipo de arquitetura é tão grande que a insuspeita BMW já a adotou no motor de 1.5 litros utilizado na versão 218i de 136 CV do Active Tourer.

Assim, se no passado estes motores eram apontados como uma solução de recurso tecnicamente pouco desenvolvida (e não há muito tempo), hoje passa-se exatamente o contrário.

Não é por ser mais pequeno que a sua tecnologia não é tão desenvolvida quanto os grandes. E a prova são algumas das soluções usadas, como a injeção direta e a sobrealimentação mas, acima de tudo, um equilíbrio dinâmico notável. Tão notável que quase não sentimos nenhuma diferença entre o funcionamento deste motor mais pequeno e os motores de 4 cilindros, graças a soluções tão simples quanto a redução do peso das peças móveis com o objetivo de diminuir o atrito, juntamente com os veios de equilibrio que funcionam em sentido contrário ao movimento da cambota.

Isto já para não falar da potência que se consegue alcançar. Neste caso, situa-se nos 130 CV, um compromisso que não podia ser melhor graças a um conjunto que reuniu vários fatores técnicos.Entretanto, a nova plataforma EMP2 usada por outros modelos da PSA, como no Peugeot 308, dá a este monovolume compacto garantias de qualidade e de conforto interessantes e que o cliente certamente valoriza.

O conforto e o bom comportamento dinâmico resultam, entre outras coisas, de um aumento significativo da rigidez estrutural. Essas são duas caraterísticas que não podemos deixar de realçar como as mais positivas. Poucos são os carros deste segmento que conseguem “pisar” tão bem a estrada e comportar-se com uma eficácia tão grande em curva, onde o rolamento da carroçaria é menos acentuado que nalguns concorrentes. A sua condução é tão agradável que nos esquecemos completamente da sua conceção tipo monovolume.

A capacidade de resposta e a suavidade do pequeno motor de 1.2 litros também mostrou estar à altura daquilo que se exige de um carro com estas dimensões, enquanto a caixa manual de 6 velocidades demonstrou ser a opção certa. Não apenas por ter um engrenamento suave e rápido mas também um escalonamento adequado, como mostram algumas das prestações, com destaque para os 10,6 segundos (mais 0,6 segundos do que a marca anuncia) dos 0 aos 100 Km/h e para as recuperações, onde dos 40 Km/h aos 120 dos Km/h em sexta demora apenas 37 segundos.

Quem ganha com isso é o consumo médio real, que andou à volta dos 6,9 l/100 Km mas não consegue chegar aos diesel mais económicos como o HDi de 92 CV ou o e-HDi de 115 CV. Mesmo assim conseguimos desvios razoáveis para um motor a gasolina (mais 1.9 litros do que os 5 litros anunciados).

DIESEL OU GASOLINA?

Só é pena que o preço mais elevado em relação à versão diesel mais barata, juntamente com um potencial de retoma mais baixo ao fim de três e quatro anos, inviabilizem a opção por esta versão a gasolina.

Em relação ao e-HDi de 115 CV, o seu valor já convida a emigrar para esta alternativa, tanto mais que a diferença de 15 CV a favor do motor a gasolina favorece claramente as prestações. Vale a pena fazer contas e avaliar com rigor o “break even”. Este depende muito, como sabemos, do número de quilómetros que fazemos anualmente, e que para a generalidade das pessoas é quase sempre menos do que pensam! A diferença de 2769 euros entre as duas versões dilata o prazo de amortização do diesel para além dos seis anos para 15 000 Km anuais.

VEREDITO

O motor 1.2 PureTech pertence a uma nova geração de motores de 3 cilindros que muito promete combater os motores diesel mais económicos. Em relação ao e-HDi a vantagem é clara.

 

Ensaio publicado na Revista Turbo 405, de junho de 2015

Esta metodologia não foi aplicada a este ensaio. Todo o texto encontra-se no capítulo inicial.

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