Audi A5 Coupé 2.0 TDI 190 cv

Texto: Marco António / Fotografia: José Bispo

O novo Audi A5 Coupé mostra-nos o novo caminho da marca alemã relativamente ao design. Uma estratégia que se estende a outros modelos da marca, como o A4. Uma reviravolta importante que agora testamos na versão 2.0 TDi de 190 CV com caixa automática e chassis Sport.

Conforme nos disse Frank Lamberty, responsável pelo desenho do A5 Coupé e do A4, o A5 é um produto destinado a conquistar novos clientes e por isso é a montra daquilo que a Audi defende para o futuro nesta matéria. Isso mesmo é visível na reação das pessoas quando olham para o novo coupé da Audi, especialmente os clientes da marca. As prioridades que Lamberty salientou estão bem patentes no desenho do A5. Assim, e de uma forma mais acentuada do que acontece com o A4, com o qual partilha a nova plataforma, a aparência do novo coupé tem traços que o distinguem totalmente do seu antecessor e do resto da gama.

Para além das novas proporções que evidenciam uma ideia poderosa, o A5 tem pormenores únicos, desde logo aquela noção de ombros largos e arcos nas rodas bem evidentes para salientar os genes “quattro”. Além disso, a grelha “singleframe” que carateriza todos os modelos da marca, surge aqui menos inclinada, de forma a projetar as nervuras que aparecem no capot, reforçando o ar possante de toda a parte frontal. Também lateralmente os arcos das rodas sublinham e dão força à linha de cintura ondulada que confere às duas partes laterais da carroçaria um estilo único, que acaba numa traseira toda ela reformulada, com destaque para o pilar “C”, que faz lembrar o mítico Audi Quattro dos anos 80

Muito Diferente

Em resumo, esta segunda geração do Audi A5 Coupé é totalmente diferente da anterior. Mais comprido e com uma maior distância entre eixos, é igualmente mais largo, o que lhe confere melhores aptidões dinâmicas. Para este primeiro encontro escolhemos a versão equipada com o motor diesel de 190 CV e a caixa automática S Tronic, a mesma combinação que selecionamos para o A4 escolhido para nesta edição confrontar o Alfa Romeo Giulia, um novo aspirante ao segmento “premium”.

Voltando ao A5 Coupé, este tem como principais concorrentes o BMW 420d, também com 190 CV e o Mercedes C 220 d Coupé com 170 CV, um trio que merece ser comparado oportunamente. Para já interessa realçar que, do ponto de vista técnico, o novo coupé da Audi é muito parecido com o A4, pois como já dissemos nascem do mesmo projeto e por isso partilham muitos elementos mecânicos, bem como outros dispositivos, nomeadamente de segurança e de assistência à condução na área da condução autónoma, com destaque para os recém desenvolvidos Audi active lane assist e o Audi pre sense à frente que tanto jeito dá quando por qualquer motivo nos distraímos. Mesmo assim, há diferenças importantes em relação ao A4, por exemplo, a suspensão tem uma afinação obviamente mais firme e ajustada ao carater mais desportivo do A5, que tem uma altura ao solo mais baixa, daí que, quando aborda uma curva, seja ligeiramente mais ágil que o seu irmão mais familiar.

Outra diferença que favorece igualmente a agilidade é a sua menor distância entre eixos. Independentemente da sua postura mais desportiva o novo A5 não abdica do conforto e, por isso, quando entramos no seu interior, encontramos um habitáculo muito bem isolado dos ruídos que se produzem naturalmente durante a condução. Uma condução que é muito agradável seja qual for o tipo de utilização ou o programa do sistema “Drive Select” escolhido.

Interior Confortável

O habitáculo carateriza-se também por ter um pouco mais de espaço e quanto à qualidade o salto é significativo. Não só em tudo aquilo que percecionamos, com destaque para os materiais, mas também para aquilo que não vemos mas sentimos, como um reforço da qualidade real em coisas tão simples como o rigor da montagem.

O equipamento é vasto embora, mais uma vez, alguns elementos essenciais façam parte da lista dos opcionais. Na unidade ensaiada a instrumentação era um misto de digital e analógica, enquanto o sistema de navegação mais completo dá acesso à internet a todos os ocupantes. No centro da tablier há, como no A4, um ecrã de 8,4 polegadas onde estão concentradas a grande maioria das funções. Estas podem ser controladas diretamente mediante um conjunto de botões ou pelo tradicional comando circular que carateriza todos os sistemas MMI da Audi. No fundo, todo o painel frontal é muito parecido com o Audi A4.

O acesso aos lugares traseiros não é particularmente amplo, apesar da largueza das portas. Em compensação, os bancos não podiam oferecer melhor ergonomia à frente onde, quando nos sentamos, um braço extensível nos traz o cinto de segurança em ambos os lugares da frente. Atrás só o lugar do meio não é obviamente confortável, enquanto o seu rebatimento permite ampliar a capacidade da mala. Esta tem 465 litros, mais 10 litros que no anterior modelo, mais 20 litros que no BMW Série 4 e mais 85 litros que no Mercedes C Coupé e uma forma bastante regular, garantindo uma boa arrumação.

Sendo um carro mais desportivo, é natural que o apelo para uma condução mais emotiva seja o que mais frequentemente nos acontece, sempre que se reúnam as condições para o fazermos. A configuração Sport permite-nos potenciar esse desejo já que a suspensão é 10 milímetros mais baixa. Essa escolha, juntamente com o amortecimento adaptativo e as virtudes do sistema “Drive Select”, permite-nos uma grande liberdade, mesmo com este motor 2.0 TDi que mostrou ter sempre uma grande disponibilidade de potência graças à regularidade do binário que, desde as 1750 rpm, assume logo o seu valor máximo de 400 Nm. Uma caraterística que garante prestações semelhantes ao A4, em relação ao qual pesa apenas mais 10 Kg. Um aumento que pouco ou nada penaliza a relação peso/potência, daí o mesmo escalonamento da caixa Stronic. Esta contribui para os excecionais consumos face às capacidades dinâmicas reveladas.

Este motor, apelidado de ultra, tem por isso a virtude de ser bastante económico, mesmo quando o modo escolhido para o desafiar seja o mais desportivo ou quando individualizamos determinados parâmetros da condução. Nessa altura tudo se altera, desde a suspensão, que fica ainda mais firme, até à direção mais direta, passando pela caixa Stronic (dupla embraiagem de 7 velocidades) que eleva o regime do motor nas passagens de caixa. Estas podem ser selecionadas a partir das patilhas colocadas atrás do volante. Ainda que no modo mais desportivo sintamos mais as irregularidades da estrada é sempre possível optarmos por parâmetros mais confortáveis usando para isso o “Drive Select”. Caraterística do A5 Coupé é a grande neutralidade, mesmo quando abordamos as curvas mais apertadas, onde a tendência subviradora é facilmente controlada, mesmo quando o piso tende a alterar a tração do eixo dianteiro, uma situação que é totalmente diferente caso optemos pelo sistema quattro.

Para além desta versão 2.0 TDi de 190 CV, o A5  conta ainda com uma versão 3.0 TDi de 218 CV e 286 CV respetivamente. No domínio dos motores a gasolina o destaque para a versão 2.0 TFSi  que reivindica a mesma potência deste 2.0 TDi (190 CV).

 

Ensaio publicado na Revista Turbo 424, de janeiro de 2017

Esta metodologia não se aplica a este ensaio. Todo o texto encontra-se no capítulo inicial.

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