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O que significam os símbolos das marcas automóveis

Texto: Redação
Data: 23 de Março, 2018

Desde histórias de barões autointitulados, passando por signos do Zodíaco a contando até com cartas de amor, são muitas e curiosas as origens dos logotipos das marcas. Veja agora, na fotogaleria seguinte, o que significam os símbolos das marcas automóveis …

Abarth – O escorpião representa o signo do zodíaco do fundador, Horacio Abarth, a que se junta a ‘tricolore’ italiana. O vermelho utilizado remete para a cor mais ligada ao desporto automóvel em solo transalpino
Alfa Romeo – Junta à Anonima Lombarda Fabbrica Automobili o nome do homem que adquiriu a empresa em 1915. Já os símbolos estão ligados à cidade de Milão, pois a cruz é emblema oficial desta localidade e a serpente a engolir um muçulmano remete para o brasão da Casa de Visconti, que liderou a cidade durante séculos
Alpina – Com o nome a remeter para a localização “alpina” da sua primeira oficina, o interior apresenta um carburador Webber e uma cambota
Aston Martin – As asas são a representação da velocidade, com alguns a referirem que a inspiração para esta imagem veio dos compatriotas da Bentley
Audi – É famosa a história deste símbolo, que refere para a sua origem na junção de quatro fabricantes germânicos
Bentley – As asas evocam o seu nascimento como fábrica de motores para avião durante a Primeira Guerra Mundial. Uma curiosidade é o número díspar de penas em cada lateral do símbolo. Se as contar, verá que um dos lados tem uma a mais… Os tons prateados representam sofisticação
BMW – O exterior preto tem origem na RAPP que esteve na sua génese. Já o interior, que muitos ligam a uma dupla hélice, tem na verdade a ver com as cores do Estado da Baviera
Bugatti – A junção das iniciais de Ettore Bugatti dá origem ao logo. Já os pontos que envolvem a oval têm sido ligados a dois motivos, indicando a grandeza da marca ou remetendo para os cabos colocados nos motores devido à ausência de juntas.
Caddilac – Uma história curiosa, pois deriva, tal como o nome da marca, do fundador de Detroit, que se autonomeou “Sir Caddilac”. Esta personagem, Antoine Laumet de la Motre até criou um brasão pessoal, que surge aqui em combinação com os quartos dourados e as faixas pretas introduzidas no ano 2000.
Chevrolet – O laço que o simboliza surgiu dois anos após o nascimento da marca, e é inspirado num anúncio que Louis Chevrolet viu num jornal.
Citroën – É famoso o duplo chevrón, que evoca os frutos da viagem de André Citroën à Polónia, onde obteve a patente da engrenagem bi-helicoidal
Ferrari – Tem as cores da bandeira no topo e o amarelo remete para a cidade de Modena. Mas e o Cavallino o motivo mais curioso. Tudo terá origem no piloto de caças da 1ª Guerra Mundial, Francesco Baracca, que o utilizava no seu avião. A mãe deste piloto terá tido a Enzo para o utilizar nos seus carros, pois traria boa sorte. Aparentemente, tinha razão…
Fiat – É um estilo simplista, que remete para Fabbrica Italiana Automobili Torino. O atual visual, antecedido por visuais como as quatro listas e os quatro quadrados com as letras, foi lançado em 2006 e tem semelhanças com a imagem introduzida em 1932.
Ford – Um dos mais duradouros, pois desde 1909 que este trabalho, com o oval azul a envolver de forma estilística a assinatura do Sr. Henry, está a ser utilizado nos modelos da marca.
Hyundai – Este “H” significa um aperto de mão estilizado, que simboliza a relação de confiança estabelecida entre a marca e os seus clientes.
Infiniti – Existem duas hipóteses que têm sido apontadas para este estilo. Numa das análises ele representa uma autoestrada para o futuro, enquanto na outra “corrente estilística” ele é como o Monte Fuji, assinalando a mais alta qualidade nipónica.
Jaguar - A marca nasceu como SS (Swallow Sidecar). E, como se percebe facilmente, mudou de nome em 1945 para se distanciar da organização paramilitar nazi. Foi então escolhido o Jaguar, já utilizado num modelo, e o felino a saltar indica a graça dos modelos e movimento em frente da marca.
Jeep – Apesar de habitualmente ser utilizado apenas o lettering com o nome, existe uma variante mais extensa que remete para a frente dos carros, com a sua icónica combinação entre a grelha e as óticas redondas.
Kia – A falta do “traço” no A serve para o distinguir, enquanto a combinação cromática junta o branco (elegância, transparência e pureza) com o vermelho (rápido desejo de evoluir e, na oval, a globalização)
Koenigsegg – Os antepassados de Christian von Koenigsegg são da região da Suábia, pelo que o padrão a dourado e vermelho recorda as cores dessa zona do sudeste da Alemanha
Lada – Era utilizado originalmente apenas nos modelos de exportação, o seu nome está ligado aos navios dos vikings. Sim, aqueles que, se olhar bem para a parte inferior do logo, surgem lá desenhados. O azul utilizado indica os mares cruzados por estas embarcações
Lamborghini – Tal como com Horacio Abarth, aqui o touro era o símbolo do zodíaco de Ferrucio Lamborghini. Ele representa também a força bruta dos seus carros e inspira-se na viagem efetuada a Sevilha, para ver a raça ‘Miura’, em 1962.
Land Rover – Na forma verde, envolvida por contornos brancos, destacam-se os dois triângulos que remetem para o mote “Above and Beyond” e alguns afirmam substituir o Z que no anterior símbolo ligava os dois nomes.
Sem confirmação oficial, um rumor indica que o símbolo oval deriva do formato da lata de conservas que o designer teria comido enquanto desenhava
Lotus – Não existe confirmação oficial, mas os rumores apontam para a forma como o fundador da marca olhava para esta flor enquanto representação do Nirvana no budismo. O verde British Racing indica a pátria da Lotus e o amarelo evoca o futuro risonho. O amontoado de letras é das iniciais de Anthony Colin Bruce Chapman.
Maserati – O tridente é a recordação do Deus dos Mares, Neptuno, e dos seus atributos. A utilização vem da estátua colocada na fonte da Piazza Maggiore, em Bolonha.
Mazda – A divindade do lado bom do zoroastrismo, Ahora Mazda, foi escolhido por representar, entre outras coisas, sabedoria. O nome é também a tradução, num anglicanismo, do nome do fundador, Jujiro Matsuda. O atual símbolo tem um M estilizado em que as laterais se parecem com asas, a expressão da liberdade da marca.
McLaren – Nasceu com a recordação de um Kiwi, ave típica da Nova Zelândia, país de origem de Bruce McLaren. Embora muitos digam que o atual símbolo ainda tem influências daquele desenhado na década de 1980, devido à ligação com a Marlboro, a versão atual é apresentada como a expressão das “marcas agressivas que se encontram nos animais predadores”.
Mini – Recentemente alterado, mantém as asas nas laterais como indicação da velocidade e liberdade de expressão. A sua inspiração está nas origens da marca, enquanto o formato mais minimalista atualmente implementado expressa um espírito virado para o futuro e focado no essencial.
Mercedes – O postal enviado em 1870 por Gottlieb Daimler à sua esposa, dizia que “um dia esta estrela brilhará no topo das nossas fábricas triunfantes”. Foi utilizado pela primeira vez em 1910 e representa Terra, Mar e Ar.
Mitsubishi – Os três diamantes escolhidos pelo fundador, Yataro Iwasaki, representam os losangos do símbolo da sua família e o trevo de três folhas do seu primeiro empregador, o clã Tora.
Morgan – Sem confirmação oficial, conta-se que as asas são inspiradas no proprietário do original ‘Aero’, o capitão Albert Paul, que terá referido que este ‘Three Wheeler’ era o mais próximo de voar que já tinha encontrado.
Nissan – A abreviatura de Nihon Sangayo está envolvida num círculo que evoca a bandeira japonesa. A escolha do cinzento, após 1990, é uma representação de modernidade.
Opel – Também foi recentemente atualizado, com “mais clareza e simplicidade”, mas mantendo o foco no relâmpago(do alemão Blitz) que recorda o modelo “Blitz”, carrinha que ajudou à sobrevivência da marca após a 2ª Guerra Mundial.
Peugeot – Já utilizado antes da marca entrar no mundo automóvel, uma das razões apontadas é o leão empinado no brasão do Franco-Condado onde Armand Peugeot nasceu.
Porsche – A ligação à cidade onde está instalada é evidente. Pelo nome no meio e o cavalo, do Estado Livre de Wurttemberg, fundado após a dissolução do Reino da Alemanha, em 1918, e com Estugarda como capital. As cristas triplas são da região da Suábia, e as listas vermelhas e pretas ao Duque de Wurttemberg.
Renault – O símbolo circular original foi alterado em 1925, pois o losango ficava melhor no centro das grelhas. E este diamante tornou-se num dos mais facilmente identificáveis do mundo automóvel.
Rolls-Royce – O desejo de um símbolo mais expressivo levou o Lord Montagu of Banlieu a pedir ao seu amigo, e escultor, Robinson Sykes, um ornamento para o capot. E assim nasceu o Spirit of Ecstasy, que teve como musa a secretária e amante do Lorde, Eleanor Thornton, com as suas vestes a flutuar ao vento.
Skoda – Desde 1923 que a seta representa precisão e as asas liberdade. O verde introduzido em 1990 afirma o “novo começo” para a marca checa.
Smart – Dos mais fáceis de explicar e de percecionar. Resulta do “C” de compacto com uma seta que representa o progresso.
Subaru – O nome tem algo parecido a “unir-se” e o símbolo atual também. Deriva das Plêiades que integram a constelação do Touro e a atual apresentação mostra a Fuji Heavy Industries como a estrela maior e as pequenas as várias empresas que se fundiram para criar o consórcio que é dono da Subaru.
Tesla – Não é um “T”, embora pareça… O motivo principal é, na verdade, um corte transversal de um motor elétrico. Isto porque, tal como o nome da empresa vem do Nikola Tesla, também o motor do primeiro modelo, o Roadster, resulta de um esboço original do inventor
Toyota – As ovais representam o coração da Toyota, formando um T e simbolizando o relacionamento e confiança mútuos.
Volkswagen – Indicando as iniciais do Carro do Povo, o símbolo foi alterado em 1945 pelos britânicos, dadas as ligações dos primeiros símbolos (e o da KDF anterior a 1937, da foto seguinte) com o partido Nazi.
Por esse motivo, uma teoria da conspiração que ainda hoje subsiste indica que ao virar o símbolo ao contrário pelos um M e um A que estarão ligados ao conceito dos arianos enquanto raça superior.
Volvo – O símbolo redondo com uma seta evoca o Deus da Guerra dos romanos, Marte. E também as armas, pela sua conexão ao ferro, pelo facto do fundador da marca ter trabalhado na indústria do metal. E, a partir daí, ir buscar as características de força, segurança e durabilidade destes materiais.

 

Fonte: Autocar, Car Brand Names e mais fontes