Novo Honda Civic com ambições

A décima geração do Honda Civic chega agora a Portugal pela mão de um novo importador que promete colocar a marca num patamar consentâneo com as suas qualidades e a imagem que tem em toda a parte. Preços a partir de 25 530 euros

A Honda ocupa o quinto lugar no “ranking” mundial de vendas e é mesmo uma das marcas que mais cresce, fruto do sucesso de modelos como o CR-V e o Civic, respetivamente, líder entre os SUV e o terceiro automóvel mais vendido no Mundo. Dizer isto em Portugal é uma surpresa para muita gente; não que a marca não continue a gozar de uma reputação invejável mas porque os números não são, sequer, comparáveis. Na verdade, se a Honda respira grande saúde na Ásia e nos EUA, a Europa tem sido pouco menos do que desprezada, pelo que não admira que sejam os mercados mais pequenos, como Portugal, aqueles que mais sofrem.

A situação tenderá a inverter-se. Desde logo porque a Honda já anunciou uma ofensiva de carros elétricos cuja prioridade é, necessariamente, o Velho Continente, mas também, porque a marca passa a ter entre nós um novo importador que beneficia, em muito, da larga experiência do Grupo Salvador Caetano.

Veja o video do novo Honda Civic Type R

Ponta de lança desta aposta reforçada é o novo Civic já disponível no nosso mercado com a carroçaria de cinco portas. Face ao modelo anterior, o novo Civic cresceu de uma forma que é pouco habitual: quase 14 centímetros no comprimento e três centímetros na largura. Com 4,5 metros de comprimento, o Civic coloca-se, assim, no topo do segmento e, em muitos ângulos, quase parece um carro do segmento superior.

No entanto, aquilo que imediatamente salta à vista são as formas algo “truculentas”, originais, e, principalmente, muito desportivas da carroçaria. Uns gostarão; outros nem tanto (como sempre), mas o que vale a pena vincar é que o Civic está de regresso à preocupação de afirmar a sua personalidade logo no primeiro olhar.

Bastante mais consensual é o interior que se destaca pelo espaço amplo (mesmo nos lugares traseiros), qualidade dos materiais, decoração cuidada, elevado conforto e, talvez sobretudo, pelo recurso às tecnologias mais avançadas, numa lista de equipamentos que é muito completa mesmo nas versões de entrada de gama. Vale a pena destacar, neste caso, a aposta na segurança, com o Civic a oferecer o sistema Honda Sensing que combina uma camara frontal e um radar que, por exemplo, tem a capacidade para avisar o condutor em caso de aproximação perigosa a um obstáculo (quer seja um peão ou outro carro), podendo aplicar autonomamente uma pequena força de travagem. De série é, também, o sistema de manutenção de faixa de rodagem (que, autonomamente, pode aplicar pequenas correções na direção), o reconhecimento dos sinais de trânsito e o limitador inteligente de velocidade que nos permite ajustar a velocidade em função da distância de segurança que pretendemos manter em relação aos restantes veículos.

Maior, com muito mais equipamento e com uma construção ainda mais solida, comprovada pelo aumento da rigidez torsional em 52%, o novo Civic é, ainda assim, mais leve do que o modelo que agora se despede. Tal permite-lhe potenciar a dinâmica e, ao mesmo tempo, aproveitar da melhor forma as capacidades dos novos motores, quer no plano das performances, como da eficácia energética.

Por agora, apenas estão disponíveis duas motorizações a gasolina, ambas recorrendo às tecnologias do momento, sobrealimentação, injeção direta de combustível e duplo controlo variável de distribuição. A Honda sempre foi especialmente forte na produção de motores a gasolina e a nova oferta comprova isso mesmo. Para as versões de entrada de gama está disponível um novo bloco de três cilindros com 1.0 litros de cilindrada, com um elucidativos 129 CV, enquanto no topo da oferta, o 1,5 litros anuncia 182 CV.

O novo Honda Civic está disponível com uma gama bastante completa e preços a partir de 25 530 euros para a versão de entrada equipada com o motor de 1,0 litros, enquanto o 1.5 litros tem preços a partir de 32 710 euros.