Impostos e combustíveis tiram o sono aos profissionais do transporte

Texto: Nuno Fatela
Data: 11 Dezembro, 2017

Esta é a conclusão do estudo realizado pela Antram, com a segunda edição do seu barómetro aos funcionários das empresas de transportes a revelar que os aumentos dos custos, concorrência e falta de mão-de-obra são aquilo que mais afeta a qualidade de sono destes trabalhadores.

Foi revelado pela Antram, a Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias, o segundo barómetro aos profissionais das empresas que representa, sendo destacada pela organização a forte ligação entre as perspetivas da economia e a qualidade do sono dos trabalhadores deste sector. Esta é uma questão fulcral tendo em conta a natureza das suas funções, pois passam várias horas ao volante, o que exige máxima concentração e atenção à envolvência. Para isso, o bom descanso é algo essencial para estes trabalhadores.

73 % da amostra afirma que dorme mal ou tem insónias ao pensar num cenário de aumento do preço dos combustíveis
71 % dorme mal por causa da incerteza fiscal
67 % devido ao aumento de impostos
Os grupos etários nas extremidades, 26 a 34 anos ecom mais de 65 anos, são os que mais perdem o sono com o hipotético aparecimento de uma nova legislação mais restritiva a evolução da economia, que afeta a qualidade do sono de 40 % da amostra.
O aumento da concorrência retira o sono a 35 por cento dos participantes do estudo
As mulheres são o segmento que mais perde o sono devido às diferentes alterações do mercado
Indivíduos que não possuem grau universitário são os mais afetados
Os participantes de Porto e Lisboa são os mais positivos no que se refere ao desenvolvimento da economia. O otimismo não melhora, contudo, o sono dos residentes destes distritos quando pensam na incerteza fiscal.

A Antram afirma que as principais situações que afetam a qualidade do sono são “o aumento dos impostos, do preço dos combustíveis, do custo de outras matérias-primas e da concorrência, assim como a incerteza fiscal, a nova legislação mais restritiva, a falta de mão-de-obra e a evolução da economia”. O custo do gasóleo é provavelmente o que mais tira o sono a estes entrevistados, pois 73% dorme mal ou tem insónias com cenários de aumento dos combustíveis.

Existem outros pontos em destaque neste barómetro Antram, realizado com a Transportes em Revista. Desde logo a confiança dos funcionários do sector de que estão preparados para enfrentar a concorrência. Mas também a forte ligação entre a incerteza sobre as medidas fiscais e a posição dos entrevistados relativamente ao desenvolvimento da economia. Este estudo foi criado a partir de entrevistas a uma amostra com 15000 trabalhadores do sector do transporte rodoviário e de mercadorias. As principais conclusões podem ser encontradas na galeria de imagens.

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