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Elétricos não são viáveis, afirma Marchionne

Texto: Nuno Fatela

O responsável máximo do Grupo Fiat-Chrysler, provavelmente o grande fabricante mais atrasado nos projetos de mobilidade 100% elétrica, afirmou que estes veículos sem emissões poluentes ainda não são economicamente viáveis.

Sergio Marchionne, o CEO do Grupo Fiat-Chrysler, gosta ocasionalmente de ficar sob a luz dos holofotes com algumas afirmações que são, no mínimo, polémicas. Foi assim quando disse para os clientes não comprarem o Fiat 500e (das fotos) pois causavam prejuízo à empresa ou quando afirmou que as pessoas só compram Lamborghinis porque não podem ter um Ferrari. Mas esta semana está a ser particularmente produtiva em termos de frases polémicas do italiano, pois após já ter cometido o ‘sacrilégio’ de referir que está a pensar muito a sério num SUV Ferrari veio agora indicar que os elétricos não são economicamente viáveis, dando como exemplo o Tesla Model 3.

Sergio Marchionne chegou a pedir aos clientes para não comprarem o Fiat 500e pois dava prejuizo à FCA
O CEO do grupo italo-americano afirmou que por cada unidade transacionada as perdas eram de 20000$
Mais recentemente, veio corrigir as suas afirmações e explicar que esses eram valores tendo em conta os preços dos componentes em 2010-11, e não com o custo de fabrico para 2017
Marchionne veio agora afirmar que os elétricos não são ainda economicamente viáveis
Para o CEO da Fiat-.Chrylser a solução passa pela aposta num patamar intermédio, com os híbridos
Efetivamente, dos grandes fabricantes automóveis mundiais o único que não revelou nos últimos tempos uma ofensiva na mobilidade elétrica é a FCA.

O responsável máximo da Fiat-Chrysler afirmou que “por muito que eu goste do Elon Musk, e ele é um bom amigo e fez um trabalho fenomenal a promover a Tesla, continuo sem estar convencido da… fiabilidade económica do modelo que ele está a promover”. Segundo Marchionne, os fabricantes deveriam focar-se nesta altura num patamar intermédio, apostando nos híbridos, ficando à espera que o preço dos componentes para elétricos puros desçam. Por esse mesmo motivo, afirmou que “não vamos apostar em tornar-nos totalmente elétricos na próxima década. Não vai acontecer”.

 

Fonte: CarScoops

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