Crossovers procuram “dominar” o mercado

Texto: Nuno Fatela

A junção de atributos citadinos com outros oriundos do mundo off-road continua a convencer cada vez mais clientes.

Renault Captur
Peugeot 2008
Nissan Juke
Fiat 500X
Ford Ecosport
Jeep Renegade
Opel Crossland X
Volkswagen T-Roc
Hyundai Kauai
Kia Stonic (ainda sem imagens oficiais de antevisão)

Os crossovers são uma mina de ouro para os fabricantes automóveis que vai continuar a ser explorada pelas marcas. Como é óbvio, o progressivo crescimento deste segmento, como demonstrado pelo aumento de vendas de 16% em 2016 na Europa para 1,4 milhões de unidades, não passa despercebido aos CEO´s e responsáveis pelos grupos automóveis, alguns já a saborear o sucesso comercial e com outros a preparar-se para se aventurar neste campo. Para esta aposta também são fulcrais os dados de crescimento previstos para o segmento dos crossovers e SUVS compactos, onde se espera um aumento para os 1,8 milhões de veículos comercializados já em 2018 e progredindo para os 2,3 milhões de automóveis transacionados em 2020.

 

No grupo inicial colhem frutos os fabricantes gauleses, que têm impulsionado este mercado com modelos como o recém-renovado Captur (que integrou em 2016 o top-5 de vendas nacionais) e o Peugeot 2008, já alvo de ensaio completo da Turbo, mas também a Fiat-Chryler e a Ford, a primeira com o 500X e o Renegade e a segunda com o Ecosport. Isto, claro, sem esquecer o modelo a que todos apontam a mira quando chegam ao segmento, que é precisamente o Nissan Juke. Entre os que se preparam para atacar com mais força este mercado estão a Opel (que vai lançar o Crossland X) e o Grupo Volkswagen com novidades como o T-Roc a fabricar em Portugal, mas ainda os coreanos que vão estar representados pelo anunciado Hyundai Kauai (já famoso também por ter sido obrigado a mudar de nome em Portugal) e ainda um futuro Kia Stonic, que tem vindo a ser ventilado.

 

Para o sucesso dos crossovers há que destacar fatores como um design irreverente que tem vindo a ser implementado pelas marcas, e onde o Renault Captur tem sido um dos principais alvos de elogios, mas também a integração de características inspiradas nos off-road como as proteções da carroçaria e o aumento da distância ao solo, que além de permitirem incursões fora de estrada também são importantes em ambiente urbano, como para escalar passeios. Uma última referência para o facto do mercado europeu de crossovers representar uma tendência crescente nas motorizações, e que passa precisamente pela perda da preponderância dos diesel, que neste segmento tem um peso inferior aos “simbólicos” 50%, representando apenas 47% das vendas.

(por se tratar de um artigo focado nos modelos de maior volume de vendas, optámos por não incluir neste artigo a também já vasta oferta de SUVS compactos e Crossovers dos fabricantes premium)

 

Fotomontagem: Paulo Alves

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