As burlas na venda de carro online

Texto: Redação
Data: 16 Abril, 2018

O mercado de semi-novos, usados e clássicos em diversos sites na internet é uma solução que cada vez mais clientes preferem para adquirir uma viatura. Mas existem alguns cuidados a ter. Veja algumas das mais habituais burlas na venda de carro online…

São muitas as plataformas de compra e venda de viaturas na internet, e por vezes existem verdadeiros “ovos de ouro” apresentados nestes sites. Mas, infelizmente, por vezes o barato sai caro e, após finalizada a aquisição, os novos proprietários verificam que adquiriram uma verdadeira “dor de cabeça com quatro rodas”. Para saber como não ser enganado, juntamos aqui algumas das principais burlas na venda de carro online. Porque, infelizmente, confiar apenas na boa-fé dos outros muitas vezes não é a melhor opção.

Nunca adiantar verba – Mesmo que esteja no Algarve e o carro no Minho , pense bem antes de fazer o sinal. Mesmo que nesse dia o vendedor já tenha recebido dez ou quinze contatos e duas promessas de compra.
O caso mais habitual é de vendedores que têm os carros no estrangeiro e exigem sinal para poder enviar o automóvel para Portugal. Seja por transferência bancária ou casas de cambio, como a Western Union, nunca aceite pagar adiantado.
Se estiver a negociar com alguém de má-fé, ou for apanhado num esquema “profissional” quase de certeza que diz adeus ao dinheiro e ver o burlão desaparecer. Além disso, sem testar o carro não sabe se ele vale o dinheiro pedido
Carros renascidos – Muitas vezes veículos envolvidos em acidentes graves no estrangeiro, com perda total da viatura, não acabam na sucata e são recuperados.
Alguns deles até são vendidos como seminovos pois têm pouca quilometragem, pois passaram mais tempo na oficina do que na estrada
Existem alguns sites disponíveis para saber o histórico de automóveis provenientes do estrangeiro (como o AutoDNA). Mas também há algumas inspeções que sozinho pode fazer para garantir que não é enganado.
Se a VIN de alguma peça não corresponder, já sabe que provavelmente houve trocas. Chassis torcido, diferenças entre as juntas do carro, na pintura, desnivelamento das portas e comportamento estranho no test-drive podem ser indicação de um passado complicado.
Quilómetros falsos – Toda a gente sabe, inclusive os burlões, que um carro com menor utilização é mais fácil de vender. Dai que os vendedores menos fiáveis estejam dispostos a alterar esta indicação.
Em veículos antigos é uma prática mais simples para os burlões, mas mesmo em modelos modernos pode ocorrer, por exemplo com softwares próprios
Uma boa solução é obter, no IMT, a Certidão de Inspeções do Veículo. Este documento, que custa 30€, inclui o histórico das passagens pela oficina. E se vai adquirir um carro com 100.000km que fez a última revisão com 175.000km, está tudo explicado…
Luzes de Airbag desligadas – Com exceção de raros casos de avarias elétricas, é sempre uma indicação de que o automóvel sofreu um acidente.
Existe quem desligue este indicador com a ajuda de um eletricista, mas nesse caso vai sentir a ausência de luz quando dá à chave na ignição. Se a luz não acender, ao contrário de todas as outras, é porque provavelmente foi desativada
Peças estranhas – O carro pode parecer em excelente estado, mas se alguma peça lhe parecer estranha confirme. Pode ser significado que uma recuperação à pressa com componentes “low-cost” que anunciam uma colisão ou outro acidente.
Desconfiar da pressa – Se alguém tem uma verdadeira pechincha que precisa de vender para ontem, pode na verdade pertencer a uma quadrilha especializada.
Estes verdadeiros profissionais do crime são capazes de “martelar” matrículas, quilómetros, chapas de identificação e até documentos. Pedir informações a entidades legais, como a Conservatória ou as autoridades policiais, sobre o estado da viatura é uma boa opção
Os falsos vendedores – Neste caso podemos não estar a falar de carros roubados, mas normalmente o caso não termina bem para quem compra. Existe sempre uma fantástica história por trás, e isso é algo de desconfiar.
Esta situação acaba normalmente por resultar em dores de cabeça, até porque o carro não está em nome da pessoa que vende.
Pode mais tarde ser confrontado com históricos de multas por pagar, pelo que deve tentar saber junto das forças policiais, concessionárias das autoestradas e finanças se este é um carro “limpo”

Fonte: KBB, Dinheiro Vivo, noticias.automoveis-online, contaspoupança.pt e mais fontes

 

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