8 dos melhores sons da Fórmula 1

 

Já aqui vimos que Ross Brawn e a Liberty Media estão determinados em reviver algum do sex-appeal da Fórmula 1, nomeadamente através do som que é emanado pelos escapes dos monolugares. A decisão final está marcada para 2021, ano em que os regulamentos serão alterados para contemplar novos motores.

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Para muitos, o som de um carro de Fórmula 1 é uma parte determinante de toda a experiência inerente ao desporto, e mesmo com diversas mudanças ao longo da sua história, o som produzido foi quase sempre sensacional. Aqui ficam oito dos melhores, para ouvir com auscultadores e volume acima do aconselhável.

Ferrari V12

Ao longo dos anos, a Ferrari construiu diversos gloriosos motores de 12 cilindros. Mas talvez o melhor tenha sido o último: o som do V12 de 3.0 litros do 452 T2 que correu na temporada de 1995 é considerado uma das melhores sinfonias alguma vez extraídas de um carro de Fórmula 1, distinguindo-se dos V10 que entretanto se tinham tornado comuns no desporto. Infelizmente para os fãs, a Ferrari viria a substituí-lo por um mais eficiente V10 em 1996, com o som do V12 a perder-se para sempre desde então.

 

BRM V16

Na construção do seu primeiro carro de Fórmula 1, a BRM optou por construir um motor em V de 16 cilindros e 1.5 litros munido de um compressor volumétrico. Apesar de muito potente, com mais de 600 cv, o bloco mostrou-se também pouco fiável, acabando por se manter por pouco tempo no ativo. O seu maior legado foi mesmo o som produzido.

Matra V12

Utilizado tanto na Fórmula 1 como nas corridas de endurance para equipas como a Shadow, Ligier ou a a própria Matra, o motor V12 dos franceses tinha algo em comum em todas as suas interações: o som que dele derivava era simplesmente espetacular. Ouvido pela primeira vez em 1968, foi sendo sempre atualizado até ao ponto em que a Ligier ainda o usou na Fórmula 1 em 1982, prova da sua impressionante longevidade.

 

Honda V10

Para muitos dos fãs da F1, em particular os mais contemporâneos, a era V10 foi a mais emblemática no que ao som dos carros diz respeito. Olhando para os vídeos da época é difícil pensar de forma distinta, até porque antes de abrirem caminho para os V8, em 2006, produziam mais de 900 cv e 19 000 rpm. Neste particular, talvez o motor da Honda tenha sido o mais ruidoso de todos. Recorde-o numa volta do BAR-Honda de Takuma Sato, no Nürburgring, em 2004.

 

 

BMW four cylinder turbo

O motor mais potente da história da F1 tinha também um som distintivo. Apesar dos seus quatro cilindros e 1.5 litros, o turbocompressor fazia com que esta unidade da BMWs atingisse os 1500 cv provando igualmente que os motores turbo não têm de ser amorfos e sombrios.

Alfa Romeo V8 turbo

Afinal, motores de quatro cilindros turbo não são para si? Então o que dizer sobre este V8 turbo da Alfa Romeo? A marca italiana foi a única a explorar este conceito na Fórmula 1, vindo a provar-se pouco fiável, potente e sorvedor de gasolina. Já o som era outra conversa…

Honda V12

Não se deixe enganar. Não vai ouvir nenhum dos McLaren utilizados por Ayrton Senna e Alain Prost na segunda metade da década de 1980, até porque esses eram um V6 turbo e um V10 atmosférico. Antes o V12 original que a Honda trouxe para a F1 quando se estreou no desporto, na década de 1960. Modesta para os dias de hoje, a potência de 230 cv tornava-o no mais potente V12 da modalidade, com um som à altura desse título.

 

Lamborghini V12

É fácil esquecermo-nos de que a Lamborghini passou pela Fórmula 1, tal os resultados modestos que obteve fornecendo equipas do fim da tabela como a Larrouse, Minardi, Lotus ou a própria Modena por si financiada.

Apesar de potente, o motor era ainda pouco fiável. Mas isso não impediu a McLaren de testá-lo no final de 1993, considerando-o melhor do que os motores Ford que utilizava naquela altura. O som também pode ter ajudado.

 

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